PF quebra sigilo de celular de assessor de Lira e encontra grupo sobre kit robótica
A análise dos dados telemáticos de WhatsApp identificou que o assessor Luciano Cavalcante trocou com o grupo a quantidade de 83 mensagens no curto período entre 09 de maio e 21 de maio

Os supostos desvios de recursos públicos da educação, investigados pela Polícia Federal, mostram que o ex-assessor parlamentar participava de um grupo de WhatsApp denominado “Robótica Gerenciamento”, do qual fazia parte, entre outras pessoas, a sócia da empresa apontada como o pivô do esquema —a Megalic.
Mais próximo assessor do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), Luciano teve sua exoneração da Liderança do PP publicada na segunda-feira (5).
A PF cumpriu na semana passada mandados de prisão e de busca e apreensão contra aliados de Lira em uma investigação sobre desvios em contratos para a compra de kits de robótica com dinheiro do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). As verbas chegaram ao órgão por meio das chamadas emendas de relator, controladas à época pelo presidente da Câmara.
Tanto o presidente da Câmara quanto a empresa negam qualquer relação com as acusações.
De acordo com o inquérito da PF, dados fornecidos pelo WhatsApp mostraram que o grupo “Robótica Gerenciamento” era integrado por Luciano Cavalcante, por Roberta Lins Costa Melo, sócia da Megalic, e por outras quatro pessoas.
A PF afirma, conforme a Folha de S. Paulo, que Luciano manteve contato com alguns dos investigados por suspeita de fazerem constantes entregas de dinheiro vivo e que, em ao menos uma ocasião, foi o destinatário de quantia sacada momentos antes em agências bancárias.
Em 17 de maio deste ano, por exemplo, o casal Pedro Magno Salomão Dias e Juliana Cristina Batista, suspeitos de promover as entregas de dinheiro vivo, foram monitorados por equipe da PF sacando dinheiro em uma agência de Brasília e, depois, se dirigindo à garagem do Complexo Brasil 21, na região central da capital federal.
Nessa ocasião, a PF fotografou e obteve imagens que mostram a suposta entrega do dinheiro sacado a Wanderson Ribeiro Josino de Jesus, motorista de Luciano, dentro de um Corolla preto.
“Pelas imagens, é possível perceber que os investigados permanecem no interior do veículo (…) por menos de 1 minuto. Neste momento, segundo o relato do policial, é possível afirmar que Pedro Magno deixa ‘pacotes de dinheiro’ no porta-luvas do veículo Corolla preto.”
Ainda de acordo com relatório da PF e segundo informações da Folha, momentos depois o motorista sobe até o apartamento em que o assessor parlamentar estava.
“No mesmo sentido, a análise dos dados telemáticos de WhatsApp identificou que Luciano Cavalcante e Pedro Magno trocaram a quantidade de 83 mensagens no curto período entre 09/05/2023 e 21/05/2023”, diz a PF, que também encontrou 51 ligações por áudio entre eles.
A PF aponta que o casal Pedro e Juliana é titular de várias empresas, algumas delas sem sede física ou funcionamento efetivo, mesmo realizando diversas transações financeiras entre essas empresas.
As empresas do casal receberam repasses expressivos da Megalic e de seu sócio, Edmundo Catunda.
A investigação da PF mostra ainda que o casal realiza frequentemente saques em espécie, sempre fracionados em lotes abaixo de R$ 50 mil, e em diversas agências bancárias, tudo isso seguido de entregas pessoais de valores “a prováveis agentes públicos e/ou pessoas que figurem como contratadas em contratos públicos”.
As entregas, de acordo com a PF, ocorreram ao menos nas cidades de Brasília (DF), Luziânia (GO), Goiânia (GO), Florianópolis (SC) e Maceió (AL)”.
“A hipótese aventada aqui é que o casal Pedro e Juliana sejam especializados na prática de crimes de lavagem de capitais, ocultando e dissimulando bens, direitos e valores provenientes de desvios de recursos públicos das mais variadas naturezas e oriundos de diversos entes públicos, possibilitando o retorno do capital aos autores dos delitos antecedentes, com alguma aparência de licitude”, diz relatório da PF.
O advogado André Callegari, que defende Luciano Cavalcante, afirma que as imagens “não indicam nenhum ato ilícito praticado pelos investigados muito menos por Luciano que sequer aparece nelas”.
Mais notícias
-
Política19h40 de 22/01/2026
Moraes autoriza nova visita de Tarcísio a Bolsonaro; saiba quando
A visita está liberada no horário das 11h às 13h
-
Política19h00 de 22/01/2026
Jerônimo Rodrigues anuncia novos investimentos em Itapé
Investimentos incluem escola moderna e ponte que melhora mobilidade
-
Política18h46 de 22/01/2026
Hugo Motta sinaliza apoio à rápida aprovação do acordo Mercosul–UE
O governo federal trabalha com a expectativa de aprovar o acordo ainda neste semestre
-
Política18h38 de 22/01/2026
Bolsonaro pede a Moraes autorização para visita de ministro do TCU
Ex-presidente está preso na Papudinha
-
PolíticaEXCLUSIVO17h55 de 22/01/2026
Zé Ronaldo detalha encontros com Geddel e Bruno Reis
Prefeito ressaltou que, por enquanto, segue concentrado na condução da prefeitura de Feira de Santana
-
Política17h46 de 22/01/2026
Comissão analisa estudos ambientais da Ponte Salvador-Itaparica
Durante as reuniões, foram debatidos os produtos técnicos apresentados e levantadas sugestões para aprimorar os relatórios
-
Política17h09 de 22/01/2026
Tiago Correia indica Luciano Ribeiro para vice-liderança da Minoria na ALBA
O ex-prefeito de Caculé assumiu o mandato após o falecimento de Alan Sanches
-
Política16h40 de 22/01/2026
Tarcísio descarta Planalto e reafirma candidatura à reeleição em SP
Segundo aliados, a chance de uma candidatura ao Palácio do Planalto é “zero”
-
Política16h07 de 22/01/2026
Vereador do PSOL critica atuação das forças de segurança na Gamboa de Baixo
Segundo o parlamentar, as operações têm resultado em intimidação de moradores
-
Política15h50 de 22/01/2026
Nelson Leal aciona Justiça contra Wagner por divulgação de pesquisa falsa
Após a repercussão, o próprio instituto negou a existência da pesquisa citada










