Em evento em Salvador, Barroso minimiza redução de mulheres no STF: ‘Não é carreira’
Ainda assim, presidente da corte defendeu paridade de gênero no Poder Judiciário

O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Luís Roberto Barroso, defendeu mais representatividade feminina nas carreiras do Judiciário, mas minimizou a redução do número de mulheres no tribunal, que deve se concretizar caso o ministro da Justiça, Flávio Dino, seja aprovado para a vaga da ministra aposentada Rosa Weber.
“O Supremo tem uma posição um pouco diferenciada em relação ao Judiciário em geral por ser um órgão de cúpula. Nos demais tribunais, você tem carreiras. O Supremo não é uma carreira. Portanto, ali a escolha é uma prerrogativa do presidente da República”, afirmou o ministro, segundo o jornal Folha de S. Paulo.
As declarações de Barroso foram dadas a jornalistas nesta segunda-feira (4), na solenidade de abertura 17º Encontro Nacional do Poder Judiciário, em Salvador.
Na semana passada, o presidente Lula (PT) anunciou a indicação de Flávio Dino (PSB), para a vaga aberta no STF. Se aprovado pelos senadores em sabatina e votação previstas para 13 de dezembro, Dino substituirá Rosa Weber, que se aposentou no fim de setembro, dias antes de completar 75 anos, a idade máxima para ocupar a posição.
A indicação de Dino ocorreu em meio à pressão de movimentos de esquerda, principalmente negros e feministas, para a indicação de uma mulher, preferencialmente negra.
Nesta nova formatação, a ministra Carmen Lúcia será a única mulher entre os 11 ministros da corte. Em dois séculos, o Supremo teve apenas três ministras mulheres.
De acordo com a Folha, Barroso afirmou ser um defensor da “feminização dos tribunais” e disse ter sido um apoiador das normas instituídas pelo CNJ (Conselho Nacional de Justiça) que preveem uma regra de alternância de gênero no preenchimento de vagas para a segunda instância do Judiciário.
O ato normativo, pautado por Rosa Weber nas vésperas de sua aposentadoria, estabelece a intercalação de uma lista exclusiva de mulheres e outra tradicional mista conforme a abertura de vagas para magistrados de carreira por critério de merecimento.
“Os tribunais agora, se se promover um homem, a próxima promoção tem que ser de uma mulher. Com a ideia de paridade, ao longo do tempo nós vamos conseguir com que os tribunais tenham metade de homens e metade de mulheres, aproximadamente”, afirmou Barroso.
Ele ainda destacou que a paridade é importante não só por uma questão de justiça de gênero, mas porque a vida de deve comportar o masculino e o feminino: “Faz bem para o setor público, faz bem para a vida em geral essa combinação”.
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