Ibovespa fecha com ganhos, puxado por CSN e Petrobras, à espera do Copom
Bolsas dos EUA fecham com viés positivo após dados do varejo e falas do Fed

O Ibovespa (IBOV) subiu 0,41%, aos 119.630,44 pontos, um ganho de 493 pontos. O dólar comercial passou o dia em baixa, mas virou e fechou com alta de 0,22%, a R$ 5,43. Já os juros futuros (DIs) terminaram a sessão com valorização, sobretudo os vértices mais longos, de acordo com informações do portal InfoMoney.
O Copom decide a nova Selic e as apostas do mercado são de que a nova Selic é a mesma Selic de agora. Ou seja, o BC não vai mexer em nada, parando o ciclo de queda. A maior parte (94%) dos gestores de multimercados com mandatos.
“Na minha opinião, a taxa vai, sim, se manter inalterada por conta dos dados de inflação que vieram mais altos. Acredito que a decisão não vai ser unânime. Aliás, o ideal é que seja mostrando que todos estão em linha. Mas acredito que não será e isso pode deixar o mercado nervoso no dia seguinte. Com a saída do Campos Neto no fim do ano, vejo também que teremos um novo presidente do BC que vai tomar muito mais decisões políticas do que técnicas”, disse Rodrigo Cohen, analista de investimentos e co-fundador da Escola de Investimentos.
O secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Guilherme Mello, fez coro com Lula e afirmou que o nível de juros elevados no país inibem a captação de poupança e a própria concessão de crédito no país. “É evidente que o nível de juros, da taxa de juros básica no Brasil é restritivo e elevado e inibe não só a captação da caderneta de poupança como a própria concessão de crédito em diferentes modalidade, e dificulta o mercado de crédito imobiliário”, disse durante o evento CNN Talks, que discute o crédito para o Brasil.
Ibovespa sobe com Petrobras e CSN
Os atritos, porém, não impediram o crescimento do Ibovespa. Especialmente por conta de Petrobras (PETR4), que disparou 3,13%, após anunciar que aderiu a um acordo para encerrar disputa judicial, o que terá um impacto de R$ 11,9 bilhões no lucro líquido do segundo trimestre. “Embora o impacto do acordo seja marginalmente negativo para os dividendos da Petrobras no curtíssimo prazo, o anúncio foi bem recebido pelos investidores”, disse analistas do BTG Pactual, destacando que o acordo implica desembolsos inferiores aos especulados pelo mercado nos últimos meses. De quebra, o petróleo internacional subiu mais uma vez com consistência.
Também puxando os ganhos esteve a CSN (CSNA3), que disparou 9,07%, depois de decisão favorável na Justiça, no longo litígio de R$ 5 bilhões contra Ternium.
Vale (VALE3) virou coadjuvante na sessão de hoje, não se posicionando entre as mais negociadas do dia. Terminou com alta de 0,46%, na esteira do minério de ferro na China.
O IBOV encontrou dificuldades no setor financeiro. As duas mais negociadas do dia são bancos e caíram: Bradesco (BBDC4) perdeu 2,01% e BB (BBAS3) caiu 1,40%, enquanto Itaú Unibanco (ITUB4), que passou grande parte da sessão no azul, acabou descendo 0,06%.
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