Câmara debate medidas para destravar emendas e superar impasse orçamentário
Presidente da Casa, Hugo Motta, e líderes partidários avaliam propostas, como a remodelação das “emendas de comissão”, para apresentar um consenso a Flávio Dino

O presidente da Câmara dos Deputados, deputado Hugo Motta (Republicanos), irá analisar, junto com líderes partidários, propostas para destravar as emendas parlamentares bloqueadas em 2024 e solucionar o impasse relativo aos recursos. Essas possibilidades serão debatidas na próxima reunião de líderes.
A ideia é elaborar um documento com os parlamentares e, posteriormente, dialogar com o Senado e o Executivo para apresentar uma proposta consensual ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, na reunião convocada para o dia 27 de fevereiro.
Uma das propostas foi apresentada pelo deputado federal Danilo Fortes (União-CE) durante a discussão da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2024.
Fortes sugeriu ao presidente da Câmara “remodelar” as emendas parlamentares, eliminando as chamadas “emendas de comissão” (RP8). Em substituição, a proposta prevê a criação de dois novos tipos de repasses de recursos: os de bancadas partidárias e os “administrativos”.
No modelo das emendas partidárias, os recursos seriam distribuídos proporcionalmente ao número de deputados eleitos por cada sigla, fortalecendo os líderes partidários, que ficariam responsáveis por dividir os recursos entre os parlamentares. Se adotada essa proporcionalidade, o PL, que possui a maior bancada com 93 deputados, teria o maior montante disponível, seguido pelo PT, com 68.
Além disso, os partidos poderiam direcionar os recursos para projetos específicos de suas legendas, permitindo, por exemplo, que uma sigla mais ligada ao agronegócio concentre investimentos nesse setor.
Já o segundo modelo, denominado “emenda administrativa”, destina valores para alinhar a gestão da governança e a aplicação direta em projetos de municípios, estados e do governo federal. Esses recursos não seriam impositivos, diferentemente das atuais emendas de comissão.
Os parlamentares acreditam que, sem um acordo com o STF sobre as emendas, o governo enfrentará dificuldades para aprovar a Lei Orçamentária Anual (LOA) deste ano.
Deputados e senadores entendem que a análise do projeto deve ser adiada para depois do Carnaval, uma vez que Dino agendou a reunião para as vésperas do recesso da folia.
Vale lembrar que os parlamentares encerraram o ano legislativo de 2024 sem aprovar a LOA. Em dezembro, o governo considerou que a decisão do ministro Flávio Dino tumultuou a articulação da proposta.
Sem a LOA, o governo continuará a pagar normalmente as despesas obrigatórias, como salários e serviços essenciais, mas terá um limite de gasto de 1/12 do valor previsto por mês para as execuções não obrigatórias.
Mais notícias
-
Política12h02 de 27/02/2026
ACM Neto deve fechar com João Santana para marqueteiro de campanha
Ex-marqueteiro de Lula e Dilma é cotado para comandar campanha do União Brasil em 2026
-
Política11h12 de 27/02/2026
Nikolas Ferreira é acusado de paralisar limpeza de cidade para ‘fazer mídia’
Parlamentar percorreu áreas afetadas por temporais, mas virou alvo de moradores revoltados com 'uso político' da tragédia
-
Política10h49 de 27/02/2026
Leila Pereira, presidente do Palmeiras, é convocada como testemunha na CPMI do INSS
Ela foi presidente do Banco Crefisa, um dos acusados de envolvimento na fraude do INSS
-
Política09h52 de 27/02/2026
‘Só vai resolver quando cederem’, disse Jerônimo Rodrigues sobre conflitos no extremo-sul
Para Rodrigues, indígenas e empresários precisam sentar para conversar e promover a paz
-
Política09h48 de 27/02/2026
União Brasil pode perder 20 parlamentares na próxima janela partidária
'Falta de noção' da presidência e foco em negócios motivam saída em massa de deputados e senadores da legenda.
-
Política09h08 de 27/02/2026
Lula elogia postura do treinador da Seleção e manda ‘indireta’ para Neymar
Presidente defende que Seleção não pode convocar 'pelo nome'
-
Política08h27 de 27/02/2026
CPMI do INSS: Governo tenta anular quebra de sigilo do filho de Lula
Parlamentares denunciam parcialidade e erro na contagem de votos durante sessão tensa
-
Política08h24 de 27/02/2026
Produção de medicamentos contra câncer na Bahiafarma já tem data para acontecer; confira
Governador da Bahia fez a revelação e confirmou que medicamentos serão fornecidos ao SUS
-
Política06h30 de 27/02/2026
TSE aprova regras para as eleições de outubro
Eleitores devem ter 16 anos completos até o dia 4 de outubro
-
PolíticaEXCLUSIVO21h00 de 26/02/2026
‘Promessa foi de 4 anos’, afirma secretário, ao negar compromisso com Coronel para 2026
Segundo Loyola, o entendimento estabelecido desde a formação do grupo em 2018 previa um rodízio na representação










