Meta pode perder controle do Instagram e WhatsApp em julgamento antitruste nos EUA

    Caso está sendo julgado no Tribunal de Justiça da Columbia e deve durar entre sete e oito semanas

    Foto: Reprodução/Redes sociais

    A Meta, dona de plataformas como Instagram e WhatsApp, enfrenta a possibilidade de ter que se desfazer dessas redes sociais em um julgamento antitruste que começou nesta segunda-feira (14), em Washington, nos Estados Unidos. A ação é movida pela Comissão Federal de Comércio (FTC, na sigla em inglês), que acusa a big tech de manter um monopólio no setor de redes sociais.

    O caso está sendo julgado no Tribunal de Justiça da Columbia e deve durar entre sete e oito semanas.

    Acusações da FTC

    Segundo a FTC, a Meta praticou uma estratégia conhecida como buy or bury (“comprar ou enterrar”), adquirindo rivais como Instagram e WhatsApp para eliminar a concorrência e manter seu domínio no setor. O órgão afirma que, entre 2012 e 2020, cerca de 80% dos usuários das redes sociais nos EUA estavam em plataformas controladas pela Meta — o que, segundo os reguladores, caracteriza monopólio.

    A comissão argumenta ainda que, ao absorver essas plataformas, a Meta bloqueou a inovação e impediu o surgimento de alternativas independentes no mercado.

    A defesa da Meta

    A empresa comandada por Mark Zuckerberg rebate as acusações com dois principais argumentos:

    – Mercado mal definido: A Meta sustenta que o TikTok e o YouTube, que ficaram de fora da análise da FTC, também são redes sociais e representam concorrência direta.

    – Falta de prejuízo comprovado: Alega ainda que não há evidências de danos concretos a consumidores ou anunciantes provocados pelas aquisições.

    Para a empresa, o processo ignora a existência de competidores relevantes e não demonstra impactos negativos das compras sobre o mercado.