Alckmin diz que ‘respeita a decisão’ da recusa de Pedro Lucas a ministério

    Vice-presidente afirma que escolha foi pessoal e visa contribuir com o governo

    Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

    O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin, comentou nesta quarta-feira (23) a decisão do deputado federal Pedro Lucas (União) de recusar o convite feito pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para assumir o Ministério das Comunicações.

    “Nós respeitamos a decisão, uma decisão de foro íntimo. Ele tomou essa decisão em razão de defender o próprio governo”, afirmou Alckmin.

    Pedro Lucas havia sido indicado pelo União Brasil para chefiar a pasta após a saída de Juscelino Filho, também do partido, que deixou o cargo após ser denunciado pela Procuradoria-Geral da República por corrupção. No início do mês, o nome de Pedro chegou a ser anunciado como novo ministro após reunião com Lula e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).

    No entanto, no dia seguinte, o parlamentar divulgou nota afirmando que ouviria a bancada antes de tomar uma decisão definitiva. Na noite de terça-feira (22), ele publicou nova nota pedindo desculpas ao presidente e justificando sua recusa: “Neste momento, posso contribuir mais com o país e com o próprio governo na função que exerço na Câmara dos Deputados”. Pedro Lucas é líder do União Brasil na Câmara.

    Durante entrevista à Rádio Itatiaia, Alckmin afirmou que a recusa não representa um sinal de desprestígio ao governo. “Entendo que não. Foi uma decisão de foro íntimo do deputado Pedro Lucas, a quem eu tenho enorme respeito. E uma decisão até para ajudar o governo, porque ele entendeu que poderia contribuir mais se mantendo na liderança do União na Câmara Federal.”

    Sobre a permanência da pasta das Comunicações sob o comando do União Brasil, o vice-presidente declarou que o tema “ainda não foi decidido”.