‘Se não houver acordo, será a maior greve de ônibus já vista’, diz diretor de sindicato

    Categoria alega que patrões não apresentaram propostas concretas e ainda tentam retirar direitos históricos da categoria

    Foto: Bruno Concha/Secom PMS

    Os rodoviários de Salvador aprovaram por unanimidade, nesta quinta-feira (15), o estado de greve da categoria. A decisão foi tomada em assembleia na sede do Sindicato dos Rodoviários, no bairro de Brotas, após mais de 30 dias de negociações frustradas com os empresários do setor. Ao bahia.ba, o diretor do sindicato, Fábio Primo, garantiu que, caso não haja avanço na próxima rodada de negociações, a capital baiana pode enfrentar a maior paralisação da história do transporte público.

    “Estamos preparados para fazer uma das maiores greves que essa cidade já viu. Mas não é o nosso desejo. Queremos um bom acordo, porque sabemos da dificuldade que é uma greve dos rodoviários para Salvador”, afirmou Fábio ao bahia.ba. “Mas não podemos continuar tendo essa preocupação se os empresários de ônibus, que deveriam tê-la, não estão demonstrando nenhum interesse”, completou.

    O sindicato alega que, mesmo após mais de um mês de conversas, os patrões não apresentaram propostas concretas e ainda tentam retirar direitos históricos da categoria. Em publicação nas redes sociais, a entidade classificou a postura dos empresários como “intransigente”.

    Na sexta-feira (16), uma mediação está marcada para acontecer na Superintendência Regional de Trabalho. Se não houver acordo, o sindicato promete publicar um edital de greve com o aviso legal de 72 horas à população e iniciar uma paralisação por tempo indeterminado.

    “Vamos buscar amanhã, na mediação, que eles tragam uma proposta que nos contemple. Se isso não acontecer, vamos à greve”, reforçou Fábio Primo.

    A última grande greve dos rodoviários em Salvador ocorreu em 2014, com duração de 12 dias, afetando milhares de passageiros e comprometendo a rotina da cidade.