Capitão Alden expõe acordo por anistia e contraria Hugo Motta

    O deputado também destacou que, segundo ele, nunca houve registro de 48 horas seguidas de obstrução na Câmara

    Foto: Reprodução/Assessoria

    Após o fim da desocupação promovida pela oposição bolsonarista no Congresso, em entrevista ao bahia.ba nesta quinta-feira (7), o deputado federal baiano Capitão Alden (PL) afirmou que há, sim, um acordo nos bastidores para que o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos), coloque em pauta, já na próxima semana, a discussão sobre a anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro.

    “As notícias publicadas por diversos meios de comunicação sinalizam que Hugo Motta não teria feito acordo algum com a bancada de oposição. Isso não procede. Existe, sim, um acordo com as lideranças partidárias — Elmar Nascimento (União Brasil), Progressistas, Novo e Podemos. Esses partidos assinaram o acordo e gravaram um vídeo sinalizando que, na semana que vem, devemos iniciar as discussões para apresentação de um texto final sobre o fim do foro privilegiado, bem como sobre a pauta da anistia. Hugo Motta, obviamente, não vai assumir publicamente esse acordo, mas, nos bastidores, existe, sim, essa articulação”, disse o parlamentar.

    O deputado também destacou que, segundo ele, nunca houve registro de 48 horas seguidas de obstrução na Câmara, como ocorreu nos últimos dias.
    “Com esse movimento, conseguimos sair de dois partidos — o Novo e o PL — apoiando a obstrução, e ampliamos essa base para cinco legendas que hoje apoiam, de forma declarada, tanto o fim do foro privilegiado quanto a anistia.”

    Entenda a situação

    Em meio ao encerramento da ocupação do plenário por deputados da oposição no Congresso, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos), negou nesta quinta-feira (7) ter negociado a votação de projetos com parlamentares em troca da desocupação do espaço.

    O presidente também afirmou que tomará providências em relação aos deputados que impediram a realização das sessões na Casa.

    “A presidência da Câmara é inegociável. Quero que isso fique bem claro. As matérias que estão sendo divulgadas sobre uma suposta negociação para que os trabalhos fossem retomados não têm vínculo com nenhuma pauta. O presidente da Câmara não negocia suas prerrogativas — nem com a oposição, nem com o governo, nem com absolutamente ninguém”, declarou Hugo Motta.