Publicado em 29/08/2025 às 09h50.

Casa Branca promete usar ‘toda a força’ contra Nicolás Maduro

Governo de Donald Trump já havia aumentado a recompensa por informações que levem à prisão do líder venezuelano

Redação
Fotomontagem: Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil e White House Archived

 

Apesar de ter evitado confirmar se os Estados Unidos lançarão uma operação militar contra o líder da Venezuela, Nicolás Maduro, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou, em entrevista a jornalistas na quinta-feira (28), que o governo do presidente Donald Trump “está preparado para usar todos os elementos da força americana” no combate ao tráfico de drogas.

Segundo matéria do InfoMoney, Washington tem deslocado navios, aviões e militares nos últimos dias para a região sul do Caribe, nas proximidades da costa venezuelana. Questionada se o aparato militar teria como alvo estruturas do país sul-americano, Leavitt disse apenas que não comentaria “ações específicas”.

No entanto, a porta-voz voltou a afirmar que Maduro não é reconhecido pelos Estados Unidos como presidente legítimo da Venezuela. “Ele é um fugitivo e chefe de um cartel narcoterrorista”, disse Leavitt.

A movimentação militar americana ocorre em meio ao aumento da pressão da Casa Branca sobre o governo de Maduro, com a gestão Trump chegando a dobrar para US$ 50 milhões, no início de agosto, a recompensa por informações que levem à prisão do líder venezuelano. Os EUA acusam Maduro de liderar o Cartel de los Soles, recentemente classificado como uma organização terrorista internacional por Washington.

Em resposta, Maduro anunciou a mobilização de 4,5 milhões de milicianos para defender o território venezuelano. “Fuzis e mísseis para a força camponesa, para defender a soberania e a paz da Venezuela”, declarou. Além disso, o governo venezuelano também enviou 15 mil militares à fronteira com a Colômbia, após Bogotá acusar os EUA de usar o narcotráfico como “desculpa para invasão militar”.

O governo de Maduro chegou, inclusive, a levar o caso às Nações Unidas (ONU), abrindo um pedido formal de monitoramento da “escalada de ações hostis” dos EUA. Apesar disso, países como Argentina, Equador, Paraguai e os vizinhos Guiana e Trinidad e Tobago – que possuem fronteiras terrestres e marítimas com a Venezuela – declararam apoio à decisão de Washington de classificar o cartel venezuelano como um grupo terrorista.

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