Publicado em 29/08/2025 às 11h38.

Lula mantém disposição para negociar tarifas com os EUA

Presidente autoriza consultas para retaliação, mas diz preferir acordo direto com governo Trump

Redação
Foto: Ricardo Stuckert/PR

 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a defender negociações com os Estados Unidos para reverter as tarifas impostas pelo presidente Donald Trump às exportações brasileiras. Ele lamentou, porém, que o governo norte-americano não tem mostrado interesse em dialogar.

Em entrevista à Rádio Itatiaia nesta sexta-feira (29), Lula justificou a autorização para que o Brasil inicie o processo de consultas com base na Lei de Reciprocidade, como preparação para possíveis medidas contra os EUA.

“Eu não tenho pressa de tomar qualquer medida contra os Estados Unidos. Fiz isso porque precisamos dar andamento ao processo. Se você seguir todos os trâmites exigidos pela lei, pela Organização Mundial do Comércio (OMC) e pelas regras internacionais, pode levar um ano”, explicou o presidente.

Lula destacou ainda que o governo americano tem sinalizado falta de disposição para negociar. Ele citou como exemplo o cancelamento de uma ligação do ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), com o secretário do Tesouro, Scott Bessent, no mesmo dia em que o americano se reuniu com o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP).

“Eles não estão dispostos a negociar. Se o Trump quiser negociar, o Lulinha paz e amor está de volta. Não quero guerra com os Estados Unidos. Quero negociar, quero a verdade na mesa, e quero que seja justo”, afirmou.

Questionado sobre um possível encontro com Trump no próximo mês, quando participará da Assembleia Geral da ONU nos EUA, Lula disse que “vai depender” do presidente americano.

“Se o Trump quiser conversar, ou qualquer pessoa relevante do governo americano quiser negociar seriamente com o Brasil, estaremos dispostos a negociar 24 horas por dia”, reforçou.

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