Kiki Bispo desmente fake news sobre Vale Encantado e defende Lous

    Vereador comentou também sobre o novo pedido de empréstimo enviado por Bruno Reis

    Foto: Leandro Aragão/bahia.ba

    O líder do governo e vereador Kiki Bispo (União Brasil) afirmou, em entrevista coletiva nesta segunda-feira (29), durante sessão na Câmara Municipal de Salvador, que o novo pedido de empréstimo de R$ 95 milhões solicitado pelo prefeito Bruno Reis (União Brasil) visa fortalecer o Subsistema de Transporte Especial Complementar (STEC).

    “Sabemos a importância dos ‘amarelinhos’, o transporte complementar, que representa hoje cerca de 10% da demanda dos ônibus convencionais de Salvador. Esse sistema também requer apoio, incentivos e ônibus novos, na mesma linha dos ônibus convencionais. É mais um gesto da prefeitura e, se a Câmara aprovar, vai contribuir significativamente para o transporte público de Salvador”, destacou Kiki Bispo.

    LOUS

    O vereador também reforçou que o projeto que altera a Lei de Ordenamento e Uso do Solo (Lous) segue todos os trâmites legais. O texto tem sido alvo de críticas de vereadores da oposição, onde o Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA) chegou a emitir uma recomendação solicitando a suspensão da tramitação do projeto.

    “Entendemos que o projeto cumpriu todos os ritos legais e teve audiências públicas. Respeitamos a posição do Ministério Público, mas, do ponto de vista formal, o projeto está embasado na legalidade. Entre os objetivos do PL nº 175 está a implantação de vias estruturantes do sistema viário urbano. Nesse caso, o texto permitiria a construção de vias, mas não há qualquer intenção de cortar o Vale Encantado, como circulou em fake news. É importante esclarecer isso”, explicou Bispo.

    APLB

    Em relação ao projeto que trata do plano de carreira dos professores, o vereador comentou sobre o andamento das negociações com a APLB e a Prefeitura.

    “Nós estamos dialogando com a APLB e com a Prefeitura. Acredito que, nas próximas horas, teremos notícias favoráveis, porque é um projeto que motivou o fim da greve dos professores. O texto que está tramitando na Câmara foi justamente aquele assinado pela APLB e pela Prefeitura, que encerrou a paralisação. O que os vereadores querem é que aquilo que está na lei, fruto de um acordo para o fim da greve, seja ratificado em plenário”, explicou ele.

    Quanto à inclusão das duas emendas questionadas pela APLB, o edil afirmou que a Câmara analisa o tema com sensibilidade e bom senso.

    “A Câmara, se fosse rígida, só votaria aquilo que foi assinado anteriormente. Das oito emendas, seis já foram consideradas. O que se pede é sensibilidade e bom senso. O futuro da educação já chegou ao limite; não podemos retroceder, sobretudo depois do aumento dado no dia 22 de maio”, concluiu.