Rosiane Pinheiro desabafa sobre passado traumático: ‘Fui abusada e quase morta’

    Madrinha de bateria da Vai-Vai expôs as violências que sofreu na infância e as dificuldades que enfrentou ao longo da sua trajetória

    Foto: Reprodução/Instagram

    A dançarina Rosiane Pinheiro fez um forte desabafo sobre o seu passado após ser chamada de “decadente” por um internauta. A madrinha de bateria da Vai-Vai expôs as violências que sofreu na infância e as dificuldades que enfrentou ao longo da sua trajetória.

    No Instagram, Rosiane relata que começou a trabalhar aos 12 anos e que atuou em diversas áreas. A ex-Fazenda conta ainda que foi “traída, roubada e quase morta” e que chegou a ser abusada ainda durante a infância. 

    “Esses são os comentários diariamente! Até quando, meu Deus, as pessoas são frustradas?. Comecei a trabalhar com 12 anos pra sustentar minha família. Fui costureira, manicure, empregada doméstica, auxiliar de serviços gerais vendedora, recepcionista, promotora de eventos e atendente de loja”, relatou a baiana.

    “Já fui traída, roubada, boicotada, quase morta. Vocês acham mesmo que pessoas frustradas vão me parar? Me poupe. Na infância fui abusada. Minha madrasta me fazia de escrava, queimava minha boca com colher quente e batia minha cabeça na parede pra que eu fosse a serviçal da casa. E ainda assim me mantive bondosa. Nunca deixei a maldade alheia me tornar má”, acrescentou.

    Rosiane Pinheiro tem mais de 25 anos de carreira e foi alçada ao estrelato durante o período em que era integrante da Gang do Samba.  Durante o relato, a dançarina comentou ainda sobre o racismo que enfrentou para conseguir um lugar de destaque no meio artístico.

    “As pessoas falam muito sobre brancos ocuparem lugares de negros, mas a verdade é que nós, pretos, nunca tivemos nossos lugares. Sempre tivemos que lutar por um espaço mínimo e, ainda assim, não somos tão valorizados quanto os brancos”, pontuou.