Publicado em 30/11/2025 às 09h00.

Em meio a julgamento, Netanyahu pede indulto a presidente israelense

Netanyahu responde por um processo judicial no qual é acusado de envolvimento em um esquema de corrupção

Redação
Foto: Redes sociais

 

Em meio ao processo que investiga seu suposto envolvimento em um esquema de corrupção, o primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, fez um pedido formal de perdão ao presidente do país, Isaac Herzog. A ação foi confirmada pelo gabinete da Presidência israelense neste domingo (30). As informações são do jornal Folha de S. Paulo

“O Escritório da Presidência está ciente de que se trata de uma solicitação extraordinária, que carrega implicações significativas. Após receber todos os pareceres relevantes, o presidente vai considerar o pedido de forma responsável e sincera”, disse o comunicado.

Em um vídeo divulgado nas redes sociais, Netanyahu, que sempre refutou as acusações, afirma que encerrar o caso imediatamente poderia fazer “avançar a tão necessária reconciliação [de Israel]”. Segundo ele, seu interesse pessoal era concluir o trâmite judicial até o fim, mas a “realidade e o interesse nacional” demandam outro cenário.

Netanyahu responde por um processo judicial no qual é acusado de envolvimento em um esquema de corrupção. Em 2019, foi indiciado por acusações relacionadas a suborno, fraude e quebra de confiança, todas as quais ele nega. O premiê já descreveu o julgamento contra ele como uma “caça às bruxas orquestrada pela esquerda” com o “objetivo de derrubar um líder de direita democraticamente eleito”.

Um de seus aliados mais próximos, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, enviou uma carta ao presidente Herzog no início deste mês pedindo que ele considerasse o indulto a Netanyahu.

“Embora eu respeite plenamente a independência do sistema judiciário israelense e suas exigências, acredito que este caso contra Bibi [como o premiê israelense é conhecido], que lutou ao meu lado por tanto tempo, inclusive contra o Irã, seja uma perseguição política injustificada”, escreveu Trump na carta divulgada pelo gabinete de Herzog.

Em sua visita ao país, em outubro, Trump já havia defendido publicamente a concessão do perdão a Netanyahu quando discursou no Parlamento de Jerusalém. Na ocasião, o americano foi recebido com aplausos e elogiou o premiê por sua “grande coragem e patriotismo”.

O julgamento do premiê começou em maio de 2020 e tem sido adiado várias vezes desde então. Em um dos processos, ele e sua esposa, Sara Netanyahu, são acusados de ter recebido presentes de luxo, incluindo charutos, joias e champanhe, avaliados em mais de US$ 260 mil (cerca de R$ 1,4 milhão) de empresários bilionários em troca de favores políticos.

Em outros dois casos, o primeiro-ministro responde por supostas tentativas de obter cobertura jornalística favorável em dois veículos de imprensa israelenses em troca de benefícios regulatórios ou políticos.

Embora o cargo de presidente em Israel seja majoritariamente cerimonial, Herzog tem autoridade para conceder perdões em circunstâncias excepcionais.

 

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