Prefeitura busca novos patrocínios para blocos afros, diz Bruno Reis

    Segundo o prefeito, a gestão avalia parcerias com a iniciativa privada

    Foto: Carolina Papa/bahia.ba

    Durante coletiva no Festival Virada Salvador, o prefeito Bruno Reis (União Brasil) afirmou que a Prefeitura busca alternativas para viabilizar patrocínios e ampliar o apoio financeiro a blocos afros e culturais, especialmente no âmbito da Lei Vanda Sheize.

    Segundo o prefeito, a gestão avalia parcerias com a iniciativa privada para ajudar nos custos das apresentações.

    “A prefeitura tem que viabilizar patrocínio. Assim como foi feito com os blocos de pipoca, a gente pode viabilizar algum patrocínio com ajuda de custo”, afirmou.

    Bruno Reis explicou que a inclusão do reggae na programação do Centro Histórico atendeu a pedidos feitos após o Carnaval anterior.

    “Ano passado, depois que anunciamos a grade, muita gente dizia: ‘Prefeito, o Carnaval tem todo esse estilo musical, mas não tem reggae’. E nós nos comprometemos com isso”, disse.

    Ele citou a apresentação de Edson Gomes como exemplo do sucesso da iniciativa.

    “Este ano teve Edson Gomes, e ele ficou muito feliz porque deve ter sido um dos maiores públicos da vida dele. É bom quando o artista se sente bem, quando o público interage e todo mundo sai feliz”, destacou.

    O prefeito afirmou ainda que novas apresentações do cantor devem ocorrer em outras oportunidades.

    “É óbvio que em outras oportunidades Edson vai tocar aqui com a gente, para trazer o reggae e chamar a atenção para muitos problemas que a sociedade enfrenta hoje”, completou.

    Sobre a Lei Vanda Sheize, Bruno Reis informou que a norma será sancionada e prevê o pagamento de um prêmio para blocos afros e culturais que desfilaram no Carnaval.

    “Amanhã a gente sanciona a lei, que prevê o pagamento de um prêmio para todos os blocos afros e culturais que desfilaram no Carnaval”, afirmou.

    Ele reconheceu, no entanto, que 52 entidades ficaram fora do programa Ouro Negro.

    “A gente não tem como assumir o fato de que 52 entidades não foram contempladas com o Ouro Negro. Mas muitas delas já recebem apoio da prefeitura e agora, em especial, com o patrocínio da Lei Vanda Sheize”, disse.

    Por fim, o prefeito defendeu a mobilização dos blocos e o diálogo institucional para ampliar o apoio.

    “Vamos ter que olhar caso a caso, ver a realidade de cada um e que apoio a gente pode dar a mais. É importante se mobilizar, dialogar com o Ministério Público e buscar um caminho para não ficar sem esse apoio”, concluiu.