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Publicado em 01/01/2026 às 16h27.

Gleisi Hoffmann rebate revista britânica que criticou candidatura de Lula em 2026

"Querem que o Brasil volte a ser submetido aos mandamentos do mercado", disse a ministra

Redação
Foto: José Cruz/Agência Brasil

 

A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann rebateu na quarta-feira (31) o editorial da revista britânica The Economist que criticou a candidatura a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por considerar que o petista havia excedido a faixa etária considerada adequada para a posição. As informações são do jornal Folha de S. Paulo.

“A revista do sistema financeiro global, dos que fazem fortunas sem produzir nada, prefere que o Brasil volte a ser submetido aos mandamentos do ‘mercado'”, escreveu Gleisi em uma postagem nas redes sociais.

“Abandonando as políticas públicas voltadas para o povo, o crescimento do emprego, dos salários e da renda das famílias”, completou.

Para a ministra, os responsáveis pela publicação não temem pela saúde de Lula, que estaria, segundo ela, cheio de vitalidade, mas pela continuação do governo que “retomou o crescimento do Brasil e não tem medo de enfrentar a injustiça tributária e social”.

O editorial, publicado pela revista na última terça-feira (30) defende que Lula não deveria concorrer a reeleição e compara a situação com a do ex-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, que teve de desistir de disputar um segundo mandato devido a sua idade avançada.

Segundo a publicação, apesar de o Brasil ter demonstrado em 2025 a resiliência de suas instituições democráticas, o país “merece escolhas melhores” no próximo pleito.

No texto, a revista argumenta que a principal razão para Lula, hoje com 80 anos, abrir mão da disputa, é a idade. O editorial critica também a política econômica do governo, classificada como pouco ambiciosa e excessivamente baseada em programas de transferência de renda, embora reconheça avanços como a reforma para simplificação do sistema tributário.

A revista britânica aponta como alternativa mais competitiva o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), apontando que o gestor estadual representa uma opção mais jovem e com maior compromisso institucional e credibilidade do que, por exemplo, Flávio Bolsonaro (PL), candidato escolhido pelo ex-presidente e principal opositor de Lula, Jair Bolsonaro (PL)

“Não é para o ‘bem do Brasil’ que preferem Tarcísio”, rebateu a ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais. “É por seus interesses, que não são os do país nem do povo brasileiro.”

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