Caso Marielle: Moraes nega soltura de Domingos Brazão

    A decisão atende ao Código de Processo Penal, que exige a revisão da prisão preventiva a cada 90 dias

    Foto: Reprodução/Redes Sociais

    O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta sexta-feira (9) manter a prisão preventiva de Domingos Brazão, acusado de ser um dos mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL).

    A decisão atende ao Código de Processo Penal, que exige a revisão da prisão preventiva a cada 90 dias. Após a análise, Moraes concluiu que os motivos para manter Brazão preso continuam válidos.

    Segundo o ministro, a gravidade do crime, a periculosidade do réu e a necessidade de garantir o andamento do processo sem interferências justificam a manutenção da prisão.

    Na decisão, Moraes afirmou que o delegado Rivaldo Barbosa, então chefe da Divisão de Homicídios do Rio de Janeiro, teria sido cooptado por Domingos e por seu irmão, o deputado Chiquinho Brazão, para atrapalhar as investigações. Os dois teriam informado o plano ao delegado e combinado apoio caso fosse necessário interferir no curso das apurações.

    O ministro também destacou a ligação dos irmãos Brazão com a milícia do Rio de Janeiro, além do poder político e financeiro que ainda possuem. Para ele, esses fatores aumentam o risco de interferência no processo e reforçam a necessidade de manter Domingos Brazão preso.