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Publicado em 14/01/2026 às 10h32.

Carlos Bolsonaro detona PF por ‘solução’ para barulho em cela do pai

Filho do ex-presidente aponta "privação de descanso" e ambiente hostil na prisão

Daniel Serrano
Foto: Alan Santos/PR

 

O ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL) utilizou as redes sociais para reclamar da solução dada pela Polícia Federal para lidar com o barulho provocado por um equipamento de ar-condicionado instalado junto à cela onde está preso o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

De acordo com Carlos, a corporação ofereceu ao seu pai aparelhos auriculares para não ouvir um ruído de ar-condicionado instalado próximo à sua cela, localizada na Superintendência da PF, em Brasília.

“Diante da situação, em vez de eliminar a causa do problema, foram-lhe fornecidos protetores auriculares como suposta medida”, escreveu Carlos Bolsonaro no X (antigo Twitter).

“O fato, por si só, evidencia que os responsáveis têm plena ciência de mais essa irregularidade, mantendo a condição adversa e transferir ao custodiado o ônus de suportá-la”, acrescentou o filho do ex-presidente.

Ainda de acordo com Carlos, além do ruído, o pai é submetido a “privação de descanso” e um  “ambiente hostil”. “Providência urgentes precisam ser adotadas” afirmou o filho do ex-presidente.

Bolsonaro está preso na Superintendência da Polícia Federal desde o final de novembro, após ser condenado pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) por liderar uma organização criminosa em uma tentativa de golpe de Estado para seguir no governo. O ex-presidente foi condenado a 27 anos e três meses de prisão em regime fechado.

A família e aliados de Bolsonaro questionam as condições que o ex-presidente vem sendo submetido na prisão, especialmente pelas condições de saúde.

Na última segunda-feira (12), seu filho, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) usou as redes sociais para postar um vídeo em que diz que o ex-presidente estaria submetido a condições mais severas que o ex-presidente da Venezuela Nicolás Maduro, preso nos Estados Unidos.

Na semana passada, Bolsonaro sofreu um acidente da cela onde cumpre pena. O ex-presidente foi atendido por médicos da PF na cela e diagnosticado com traumatismo craniano leve. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes só autorizou a ida do ex-mandatário ao hospital para passar por exames no dia seguinte.

A “demora” do ministro em autorizar a transferência de Bolsonaro para a unidade de saúde fez com que o Conselho Federal de Medicina (CFM) instaurasse uma sindicância sobre o tratamento dado ao ex-presidente. No entanto, o ministro anulou a decisão do CFM e determinou que o presidente da entidade prestasse esclarecimentos à Polícia Federal.

Nesta terça (13), a Defensoria Pública do Distrito Federal (DPDF) anunciou que instaurou um procedimento para analisar informações relacionadas às condições de saúde de Bolsonaro. 

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