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Publicado em 16/01/2026 às 10h56.

Companhia Brasileira de Teatro realiza residência artística em Salvador

Projeto promove ações formativas, apresentações públicas e intercâmbio artístico no Teatro Experimental da UFBA

João Lucas Dantas
Foto: Gestuelle/ Divulgação

 

Com coordenação e direção geral do artista, dramaturgo e diretor Marcio Abreu, a companhia brasileira de teatro inicia, no dia 20 de janeiro, uma série de ações e acontecimentos nas artes cênicas em Salvador, entre eles: residência Voo Livre Petrobras – História, o seminário História e as apresentações públicas do material criado pela companhia com artistas convidados. As atividades seguem até o dia 1o. de fevereiro, no Teatro Experimental – Escola de Dança da UFBA, com entrada gratuita.

No dia 20 de janeiro, às 19h, o projeto inicia com uma roda de conversa, que vai reunir Marcio Abreu, a atriz e dramaturga Mônica Santana e o diretor e dramaturgo Márcio Meireles. Neste encontro, eles vão compartilhar suas experiências de escrita e criação nos campos da arte a partir do tema de pesquisa da companhia, História. Entre os dias 21 e 23 de janeiro, os atores participam de atividades com artistas convidados.

Entre eles, estão os artistas baianos Ana Paula Bousas, Evelin Buchegger, Fábio Osório Monteiro, Thiago Almasy, Evana Jeyssan, Verinha Pessoa e Daniel da Farias, e as artistas Denise Fraga e Key Sawao, convidadas para estar em Salvador e colaborar com a residência. A partir das 19h, nestes mesmos dias, os atores fazem apresentações abertas ao público com as criações individuais, desenvolvidas a partir de dispositivos e provocações feitas pela companhia brasileira.

Ao todo, serão 80 horas de atividades de criação e troca intensa que abordam as questões temáticas e de linguagem que envolvem a pesquisa para a criação desse trabalho da companhia, História. Ao final do período da residência, nos dias 31 de janeiro e 1º. de fevereiro (dia 31/01, às 16h e 19h; e dia 01/02, às 16h), haverá três apresentações públicas e gratuitas ao público. Posteriormente, essa apresentação será transmitida no canal do Youtube da companhia, junto com as demais experiências em Brasília e Manaus, num evento online.

Voo Livre – História

Voo livre é uma plataforma artística criada durante o ano de 2023 pelos artistas e produtores do núcleo fixo de pesquisa da companhia, Marcio Abreu, Cássia Damasceno, Nadja Naira e José Maria, no contexto das atividades diversas e contínuas da companhia brasileira de teatro.

É um movimento que se articula em 4 eixos: formação, intercâmbio, criação e apresentação. Esses eixos não são estanques, pois agem transversalmente potencializando a experiência. Em outras palavras, pode-se dizer que existe dimensão pedagógica nas ações de intercâmbio, de criação e de compartilhamento com o público, da mesma maneira em que estão em jogo as dimensões artísticas nas atividades de formação e de troca. Pesquisa, aprendizado, encontro, transmissão, criação, performance e compartilhamento são articulados de maneira dinâmica e simultânea em Voo Livre.

Apresentado pela Petrobras por meio da Lei Rouanet e Ministério da Cultura do Governo Federal do Brasil, Voo Livre – História é um projeto de manutenção da Companhia Brasileira de Teatro, que se estrutura em três eixos principais de atividades, distribuídas ao longo do período de um ano (agosto/2025-julho/2026), com possibilidades de extensão e desdobramentos para além do circunscrito no projeto inicial.

Sobre a companhia brasileira de teatro

A companhia brasileira de teatro é um coletivo de artistas de várias regiões do país, fundado pelo dramaturgo e diretor Marcio Abreu, em 2000, em Curitiba (PR). Sua pesquisa é voltada sobretudo para novas formas de escrita e para a criação contemporânea.

Entre suas principais realizações, peças com dramaturgia própria, escritas em processos colaborativos e simultâneos à criação dos espetáculos, como PRETO (2017); PROJETO bRASIL (2015); Vida (2010); O que eu gostaria de dizer (2008).

Há ainda uma série de criações a partir da obra de autores inéditos no país como uma adaptação da obra Platonov de Anton Tchekov intitulada POR QUE NÃO VIVEMOS? (2019); a peça Krum (2015) de Hanock Levin; Esta Criança (2012), de Joël Pommerat; Isso te interessa? (2011), a partir do texto Bon, Saint-Cloud, de Noëlle Renaude; Oxigênio (2010), de Ivan Viripaev, Apenas o fim do mundo (2006) de Jean Luc Lagarce; Suíte 1 (2004) de Phillipe Myniana.

Suas criações mais recentes são Sonho Elétrico (2025), em interlocução com o neurocientista, capoeirista e escritor Sidarta Ribeiro, e AO VIVO [dentro da cabeça de alguém] (2024), ambas com texto e direção de Marcio Abreu.

O núcleo criativo da companhia é composto por Marcio Abreu (direção, dramaturgia), Nadja Naira (atriz, iluminadora, coordenação técnica), Cássia Damasceno (atriz, administração) e José Maria (criação, direção de produção).

Programação aberta ao público:

20/01 (terça): 19h às 22h – Roda de Conversa com Marcio Abreu, Mônica Santana e Márcio Meireles

21, 22 e 23/01 (quarta, quinta e sexta): 19h às 21h – Apresentações das cenas e conversas públicas

31/01 (sábado): 16h e 19h – Apresentações públicas da residência

01/02 (domingo): 16h – Apresentações públicas da residência

João Lucas Dantas
Jornalista com experiência na área cultural, com passagem pelo Caderno 2+ do jornal A Tarde. Atuou como assessor de imprensa na Viva Comunicação Interativa, produzindo conteúdo para Luiz Caldas e Ilê Aiyê, e também na Secretaria Municipal de Cultura e Turismo de Salvador. Foi repórter no portal Bahia Econômica e, atualmente, cobre Cultura e Cidade no portal bahia.ba. DRT: 7543/BA

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