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Publicado em 16/01/2026 às 12h27.

Governador celebra investimentos culturais na oficialização da nova Caixa Cultural

Jerônimo criticou desmonte do MinC em gestões anteriores

João Lucas Dantas / Raquel Franco
Foto: Reprodução/YouTube

 

O governador Jerônimo Rodrigues (PT) esteve presente, nesta sexta-feira (16), na oficialização do Palacete Saldanha como nova sede da Caixa Cultural, ao lado da ministra da Cultura, Margareth Menezes.

Durante a ocasião, o chefe do Executivo estadual destacou os incentivos do governo federal à cultura na Bahia, por meio de iniciativas como a chegada do Centro Cultural do Banco do Brasil (CCBB) e a ampliação da presença da Caixa Cultural no estado.

“E agora esse espaço vai ser o maior do Brasil da Caixa Cultural. Eu queria falar um pouco desse incentivo para os circuitos culturais nacionais aqui na capital da Bahia. A cultura sempre é vista como despesa, como algo caro. Só que caro mesmo é um povo sem cultura”, afirmou o governador.

Jerônimo também relembrou o período de falta de investimentos no setor cultural brasileiro. “Nós passamos por um período em que não houve nenhum tipo de apoio na cultura brasileira. Foi pior do que parar de investir. Além de não colocar orçamento, destruíram o Ministério da Cultura. Cortaram a cabeça, que é o órgão gestor e organizador”, acrescentou.

O governador aproveitou o momento para responsabilizar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pelo enfraquecimento da política cultural no país entre 2018 e 2022.

“Ele destruiu a estrutura e tirou o orçamento. Duas coisas graves. Foi preciso que o presidente Lula resgatasse o Ministério da Cultura e, agora, de forma paulatina e responsável, estamos recolocando a cultura no eixo, organizando um sistema nacional e definindo o que cabe aos estados, de acordo com as leis”, disse.

A nova sede da Caixa Cultural

Com a mudança de sede, um dos espaços culturais mais tradicionais da Bahia passará a integrar um dos maiores complexos da Caixa Cultural no país, após a conclusão da reforma prevista para o imóvel.

“Nós sabemos o que representa um prédio como este, uma obra como essa. A Caixa tem outros equipamentos culturais no Brasil, não apenas na Bahia, e entendemos isso. Nosso desejo era inaugurar esse prédio ainda este ano, mas quando o presidente Lula resgatou o Ministério da Cultura, sequer havia orçamento. A Caixa também precisou se reorganizar”, explicou Jerônimo.

Ainda sem previsão oficial de entrega, o governador afirmou que as obras podem se estender para além de 2028, já que o projeto ainda se encontra em fase inicial.

“O mais importante é que estamos retomando os equipamentos físicos da cultura na Bahia, retomando esse patrimônio. Precisamos ajustar o tempo das coisas. Aqui nos responsabilizamos junto com a Prefeitura Municipal, na figura de Fernando Guerreiro, presidente da Fundação Gregório de Matos. Precisamos criar uma marca coletiva”, destacou a união.

Jerônimo concluiu ressaltando a necessidade de cooperação institucional. “O prazo de entrega que vocês assumem é também o prazo do Governo do Estado, em diálogo com a Secretaria de Cultura da Bahia e com a Prefeitura Municipal. Aqui não pode haver carimbo partidário. O nosso carimbo é o da cultura. Temos diferenças, temos embates, mas não podemos permitir que disputas partidárias prejudiquem a cultura, os fazedores de arte e quem cuida dela”.

João Lucas Dantas
Jornalista com experiência na área cultural, com passagem pelo Caderno 2+ do jornal A Tarde. Atuou como assessor de imprensa na Viva Comunicação Interativa, produzindo conteúdo para Luiz Caldas e Ilê Aiyê, e também na Secretaria Municipal de Cultura e Turismo de Salvador. Foi repórter no portal Bahia Econômica e, atualmente, cobre Cultura e Cidade no portal bahia.ba. DRT: 7543/BA

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