.
Publicado em 17/01/2026 às 07h45.

Toffoli prorroga investigações sobre venda do Banco Master por mais 60 dias

Polícia Federal apura suspeitas de fraudes financeiras que podem ter movimentado até R$ 12 bilhões

Redação
Foto: Carlos Moura/STF

 

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), prorrogou por mais 60 dias as investigações sobre suspeitas de irregularidades na operação de venda do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB). A decisão atendeu a um pedido da Polícia Federal (PF), que solicitou mais prazo para aprofundar as apurações.

“Posto isso, considero que as razões apontadas para prorrogação, por mais 60 (sessenta) dias, devem ser deferidas”, afirmou Toffoli na decisão. A investigação chegou ao STF em dezembro do ano passado, quando o ministro determinou que o caso tramitasse na Suprema Corte. Até então, a apuração estava sob responsabilidade da Justiça Federal em Brasília.

Segundo a Polícia Federal, o Banco Master teria emitido Certificados de Depósito Bancário (CDBs) com a promessa de rendimentos de até 40% acima da taxa básica do mercado, retorno considerado irreal pelos investigadores. A estimativa é de que o esquema tenha movimentado cerca de R$ 12 bilhões.

A PF aponta ainda indícios de participação de dirigentes do BRB no esquema. Em março, o BRB chegou a firmar um acordo para a compra do Banco Master, mas a operação foi barrada pelo Banco Central.

O banqueiro Daniel Vorcaro foi preso em novembro do ano passado, mas acabou solto dias depois por decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região. Nesta semana, a Polícia Federal deflagrou uma nova operação para aprofundar as investigações sobre fraudes financeiras envolvendo o Master.

De acordo com os investigadores, o grupo investigado teria se aproveitado de forma sistemática de vulnerabilidades do mercado de capitais para cometer fraudes, utilizando fundos de investimento e estruturas societárias com vínculos familiares ou funcionais. A PF afirma que há indícios de que Daniel Vorcaro, parentes e pessoas ligadas ao Banco Master tenham cometido ao menos cinco crimes: organização criminosa, gestão fraudulenta de instituição financeira, indução ou manutenção em erro de investidores, uso de informação privilegiada e manipulação de mercado, além de lavagem de dinheiro.

As apurações identificaram operações com ativos sem liquidez e com preços artificialmente inflados, bem como transações entre partes relacionadas sob controle de pessoas com vínculos societários ou familiares com o banco. O esquema teria contado ainda com o uso de laranjas e sócios ocultos.

Mais notícias

Este site armazena cookies para coletar informações e melhorar sua experiência de navegação. Settings ou consulte nossa política.