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Publicado em 17/01/2026 às 11h54.

Acordo entre UE e Mercosul pode baratear azeite, vinhos e queijos no Brasil

Tratado comercial prevê redução de tarifas e amplia a presença de produtos europeus no mercado brasileiro

Redação
Foto: Reprodução/Fotos Públicas

A assinatura do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia, prevista para este sábado (17), após mais de 25 anos de negociações, deve mudar o fluxo de mercadorias entre os dois blocos e impactar diretamente o consumo no Brasil.

Entre os efeitos mais imediatos para o consumidor está a maior oferta de produtos tradicionais europeus, como azeite, vinhos, queijos e lácteos, com expectativa de redução gradual de preços. Marcas premium de chocolates e outros itens de supermercado também tendem a chegar ao país com mais facilidade.

O acordo prevê a redução ou eliminação progressiva de tarifas sobre mais de 90% do comércio entre os blocos, além da harmonização de regras para bens industriais e agrícolas, investimentos e padrões regulatórios.

No caso do azeite e dos vinhos, a Europa concentra alguns dos maiores produtores do mundo, como Itália, França e Espanha. Com a queda das taxas de importação, a expectativa é de maior acesso do consumidor brasileiro a produtos de melhor qualidade e preços mais competitivos.

Outros setores também devem sentir os efeitos. Carros importados da União Europeia, hoje taxados em até 35%, terão a tarifa zerada gradualmente em até 15 anos. Medicamentos e produtos farmacêuticos, que já representam mais de 8% das importações brasileiras vindas do bloco europeu, também devem ser impactados.

Além do consumo, o tratado beneficia a produção interna ao facilitar o acesso a tecnologias e insumos europeus mais baratos, reduzindo custos industriais e agrícolas. Do lado das exportações, produtos brasileiros como calçados, frutas e itens do agronegócio ganham espaço no mercado europeu.

Segundo a Apex, o acordo cria uma rede comercial avaliada em US$ 22 trilhões, com potencial de ampliar as exportações brasileiras em até US$ 7 bilhões. Estimativas do Ipea indicam que o PIB do Brasil pode crescer 0,46% até 2040 com a entrada em vigor do tratado.

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