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Publicado em 19/01/2026 às 11h27.

Loyola abre o jogo sobre as duas vagas ao Senado na chapa governista

O secretário diz que grupo vai resolver chapa sem "sequelas"

Daniel Serrano / Heber Araújo
Foto: Heber Araújo / Bahia.ba

 

O secretário estadual de Relações Institucionais, Adolpho Loyola, reagiu à possibilidade de o PSD lançar a candidatura à reeleição do senador Angelo Coronel (PSD), de maneira independente.

O cenário foi indicado pelo presidente do PSD na Bahia, o senador Otto Alencar, em entrevista concedida no último sábado (17) à rádio Boa FM de Itabuna. Na oportunidade, Otto revelou que a estratégia foi apresentada por Coronel durante uma reunião. 

Já nesta segunda-feira (19), durante a inauguração da nova rodoviária de Salvador, Loyola minimizou a possibilidade de Coronel ter uma candidatura avulsa e afirmou que isso não interfere na decisão do PSD. No entanto, o secretário garantiu evitar um racha no grupo. 

“Isso aí é uma oposição do partido, a gente não vai interferir, é uma posição do PSD. Nós sempre elegemos os senadores da nossa base. A gente tem essa preocupação de fazer esse voto casado. Mas eu acho que nós vamos trabalhar, vamos continuar conversando com maturidade política, nós vamos conseguir resolver a chapa sem deixar sequelas no caminho”, disse Loyola. 

“Nós vamos conversar ainda na formação da Chapa. Nós temos três bons nomes para duas vagas, nós vamos apresentar a população baiana, a Chapa mais competitiva, a Chapa com a maior densidade eleitoral, e nós vamos conversar com todos os partidos serão ouvidos e consultados”, acrescentou. 

Disputa pela vice na chapa 

Uma ala do grupo governista vem defendendo que a chapa governista que vai disputar as eleições deste ano seja formada por Jerônimo Rodrigues (PT), que disputaria a reeleição, enquanto Wagner e o ministro da Casa Civil, Rui Costa, lançariam candidaturas ao Senado. Com isso, Angelo Coronel ficaria de fora da chapa.  Uma forma de “compensar” o senador do PSD seria oferecer-lhe a vaga de vice. 

No entanto, Loyola garantiu que as discussões sobre quem será o candidato a vice ainda não ocorreram e que a prioridade do cargo é do MDB. 

“A vice não está na mesa, nós estamos resolvendo a chapa do Senado. Nós vamos fazer essa conversa com todos os partidos da base, não só com o PSD e não só com o Coronel ou a família Coronel. Nós vamos conversar com todo mundo. Aqui é um projeto político de todos os agentes que tem vez e a gente conversa na mesa. Na hora certa, não. A vice não está na mesa agora, a vice é do MDB, a vice é o Geraldo Júnior e a gente vai continuar conversando sobre isso”, afirmou.

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