Publicado em 23/01/2026 às 13h51.

Arteterapia convida mulheres a costurar caminhos de autoconhecimento

vivências do projeto Pinta que Alivia, conduzidas por Maria Tereza Oliveira, utilizam bordado, pintura e criação simbólica

Redação
Foto: Divulgação

Costurar sonhos, pintar e bordar caminhos de autoconhecimento. É a partir desse gesto simbólico que a advogada e arteterapeuta Maria Tereza Oliveira convida mulheres para as vivências Diário de Arteterapia e Tramas de Coragem, que acontecerão, respectivamente, nos dias 27 e 31 de janeiro, na Casa Viva, em Patamares, e contarão com a participação das artistas plásticas e arteterapeutas Lorena Junqueira e Tânia Santos.

A experiência integra o projeto Pinta que Alivia e nasce da própria travessia de Maria Tereza. Diante de uma rotina extenuante, que tira o brilho de tantas mulheres, mesmo daquelas consideradas bem-sucedidas, ela decidiu buscar na cor e na arte caminhos para aliviar as dores do feminino.

“Como a maioria das mulheres adultas, acreditei ser insuficiente nos meus diversos papéis sociais e me apertei, até sufocar, para permanecer em lugares que não me cabiam”, avalia a arteterapeuta.

O movimento de cura interna, da mulher, mãe, filha mais velha e advogada, levou Maria Tereza à formação em Arteterapia pelo Instituto Junguiano da Bahia (IJBA) e pela Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública. O alívio conquistado para si, inevitavelmente, hoje transborda para outras vidas.

“A Arteterapia não me curou; ela me salva diariamente quando escuto os sonhos das minhas pacientes e, juntas, pintamos e alinhavamos o real e a fantasia”, afirma a facilitadora, que atualmente integra Direito, Psicologia e Arte em uma atuação cada vez mais humana e plural.

Reconhecida como prática terapêutica integrativa, a Arteterapia compreende a criação como linguagem do inconsciente. Livre de exigências estéticas, o Diário de Arteterapia lança mão da costura, do bordado e de outras técnicas manuais como caminhos de expressão e elaboração simbólica.

Cada produção funciona como uma ponte entre o sentir e o compreender, favorecendo a ressignificação de conflitos e a ampliação do olhar sobre si e sobre o mundo.

Além das vivências especiais realizadas na Casa Viva, os atendimentos do projeto Pinta que Alivia acontecem ao longo de todo o ano no ateliê da arteterapeuta Maria Tereza, também localizado no bairro de Patamares.

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