Caso Banco Master: Ex-governador afirma que presidente do União Brasil é alvo da PF

    A Polícia Federal apura a possível prática de crimes contra o Sistema Financeiro Nacional

    Foto: Andressa Anholete/Agência Senado

    Em postagem nas redes sociais, o ex-governador do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho, afirmou que a operação da Polícia Federal (PF), deflagrada nesta sexta-feira (23), pode alcançar o presidente nacional do União Brasil, Antônio Rueda.

    A ação tem como foco três integrantes da alta cúpula do RioPrevidência, autarquia responsável pela gestão dos recursos destinados ao pagamento de aposentadorias e pensões de cerca de 235 mil servidores inativos do estado.

    São alvos da investigação os dirigentes nomeados entre julho e outubro de 2023: Deivis Marcon Antunes, então presidente do órgão; Eucherio Lerner Rodrigues, diretor de investimentos; e Pedro Pinheiro Guerra Leal, gerente de negócios. A Polícia Federal apura a possível prática de crimes contra o Sistema Financeiro Nacional.

    Segundo Garotinho, toda a diretoria investigada teria sido indicada por Antônio Rueda, apontado como aliado político do empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, instituição financeira liquidada pelo Banco Central em novembro do ano passado.

    De acordo com o ex-governador, durante a gestão dessa diretoria, o RioPrevidência teria investido aproximadamente R$ 2,6 bilhões em Letras Financeiras e outros títulos emitidos pelo Banco Master.

    Desse total, cerca de R$ 900 milhões não contariam com a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), o que, segundo ele, representaria perda integral dos recursos aplicados.

    Garotinho também afirmou que um dos diretores ouvidos por ele recentemente teria confirmado a existência de repasses mensais de R$ 1 milhão a Antônio Rueda, supostamente vinculados às operações financeiras investigadas.

    Veja a publicação

    Operação Barco de Papel

    A Polícia Federal cumpre quatro mandados de busca e apreensão no âmbito da Operação Barco de Papel, que investiga supostas fraudes financeiras relacionadas ao Banco Master. As apurações tiveram início em novembro de 2024.

    Segundo a PF, ao menos nove operações financeiras realizadas entre novembro de 2023 e julho de 2024 estão sob investigação.

    Nesse período, cerca de R$ 970 milhões em recursos do RioPrevidência teriam sido aplicados em letras financeiras emitidas pelo banco, sem garantias de retorno.