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Publicado em 26/01/2026 às 16h56.

Sindicato denuncia atraso de salários e irregularidades em centro de saúde referência de Salvador

Insatisfação dos profissionais resultou em paralisação que deixou centenas de pacientes sem atendimentos no início de janeiro

Otávio Queiroz
Foto: Reprodução/Sesab

 

O Instituto de Gestão Humanizada (IGH) voltou ao centro de uma polêmica, desta vez com profissionais que atuam no Centro de Referência em Reabilitação a Pessoas com Deficiência (CEPRED), em Salvador. Os trabalhadores denunciam, desde o início de janeiro, o que chamam de “graves e recorrentes irregularidades” praticadas pela organização filantrópica.

Entre as reclamações dos trabalhadores, estão atraso nos salários, retirada de benefícios e férias vencidas que não foram pagas pelo instituto. De acordo com o Sindicato dos Fisioterapeutas e Terapeutas Ocupacionais da Bahia (Sinfito Bahia), a situação atinge não apenas fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais, mas também diversos profissionais da área de assistência.

Apesar do cenário só ter sido denunciado no início deste ano, o sindicato afirma que a situação já perdura há algum tempo. “Os trabalhadores convivem, de forma frequente, com atrasos no pagamento dos salários, situação que se tornou rotina e compromete diretamente a dignidade do trabalhador”, afirma o Sinfito em nota publicada nas redes sociais.

Por conta da falta de respostas do IGH, trabalhadores realizaram uma paralisação na última semana, afetando os atendimentos na unidade de saúde, responsável por desenvolver ações de prevenção secundária e reabilitação de pessoas com deficiência física, auditiva, intelectual, com ostomias e múltiplas deficiências.

Histórico de denúncias

Esta é a segunda denúncia envolvendo o IGH em menos de dois meses. No dia 27 de novembro de 2025, o bahia.ba publicou uma nota relatando a situação de profissionais que atuavam na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Cabula, também na capital baiana.

Na ocasião, o vice-presidente do Sindicato dos Médicos da Bahia (Sindimed-BA), Yuri Serafim, afirmou que parte dos profissionais que atendiam na unidade de saúde estavam com salários atrasados há meses, além de estarem sofrendo assédio por parte do IGH, responsável por gerir a UPA do Cabula.

Sem respostas

O CEPRED, de responsabilidade do governo estadual, é administrado pelo Instituto de Gestão e Humanização (IGH). O bahia.ba solicitou esclarecimentos à Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab), mas não obteve uma resposta até a publicação desta nota.

Otávio Queiroz
Soteropolitano com 7 anos de experiência em comunicação e mídias digitais, incluindo rádio, revistas, sites e assessoria de imprensa. Aqui, eu falo sobre Cidades e Cotidiano.

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