Justiça autoriza transferência da Bahia para SP de homem preso 23 anos após matar esposa

    Empresário detido na Praia do Forte será levado ao DHPP de São Paulo na quarta-feira (28)

    Foto: Divulgação/Polícia Militar

    A Justiça autorizou a transferência do empresário Sérgio Nahas da Bahia para a capital paulista. Detido no último dia 17 de janeiro em Praia do Forte, no município de Mata de São João, Nahas era considerado foragido desde que o Supremo Tribunal Federal (STF) confirmou sua condenação pelo assassinato da ex-esposa, ocorrido em 2002.

    A operação de transferência será coordenada pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de São Paulo. De acordo com informações apuradas pela TV Bahia, uma equipe de policiais paulistas deve chegar à Bahia nesta quarta-feira (28) para efetivar o transporte do custodiado.

    Prisão

    O empresário foi localizado em um condomínio de luxo no litoral norte baiano após ser identificado por câmeras do sistema de reconhecimento facial da Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA). No momento da abordagem, a polícia encontrou com Nahas 13 pinos de cocaína, três aparelhos celulares e um veículo de luxo.

    Embora a defesa alegue que o empresário já residia na Bahia há alguns anos, o mandado de prisão foi expedido após o esgotamento de recursos nas instâncias superiores.

    Entenda o caso

    O crime aconteceu em setembro de 2002, em um apartamento no bairro de Higienópolis, em São Paulo. A vítima, Fernanda Orfali, foi morta com disparos de arma de fogo após uma discussão. Durante o processo, a defesa sustentou a tese de suicídio, mas laudos periciais e investigações do Ministério Público apontaram que Nahas arrombou o local onde a mulher se protegia e efetuou os disparos.

    Após responder ao processo em liberdade por mais de duas décadas, Nahas teve a pena ampliada pelo STF em 2025 para 8 anos e 2 meses de reclusão em regime fechado.

    Em nota, a defesa de Nahas classificou o caso como “uma das maiores injustiças do país” e apontou falhas processuais. Os advogados afirmaram ainda que o cliente é idoso, possui problemas graves de saúde e que medidas judiciais continuam sendo protocoladas nas Cortes Superiores para reverter a prisão.