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Publicado em 29/01/2026 às 15h59.

Dia da Visibilidade Trans marca luta por direitos, respeito e políticas públicas no Brasil

Data chama atenção para desigualdades históricas enfrentadas por pessoas trans

Edgar Luz
Foto: Ilustrativa/Getty Images

 

Celebrado no dia 29 de janeiro, o Dia da Visibilidade Trans surgiu como um marco anual de reflexão e mobilização em defesa da população trans no Brasil. A data vai além da simbologia e aponta a urgência de enfrentar a violência, o preconceito e os entraves que ainda limitam o pleno exercício da cidadania dessa parcela da sociedade.

Reconhecida oficialmente a partir de 2004, a data destaca a necessidade de políticas públicas que garantam direitos básicos, como acesso digno à saúde, oportunidades educacionais e inserção no mercado de trabalho. Para representantes do movimento, o avanço nesses campos ainda acontece de forma desigual e insuficiente.

A presidente da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra), Bruna Benevides, costuma afirmar que a visibilidade também é uma ferramenta de sobrevivência. Segundo ela, assegurar direitos não deve ser tratado como concessão, mas como obrigação do Estado diante de uma população historicamente marginalizada.

Além dos debates, o Dia da Visibilidade Trans costuma ser marcado pela divulgação de dados, campanhas educativas e ações de apoio, incluindo informações sobre retificação de nome e gênero em documentos oficiais.

Origem da data

O 29 de janeiro foi escolhido em referência a um ato histórico realizado em 2004, quando ativistas trans estiveram no Congresso Nacional para lançar a campanha “Travesti e Respeito”. A iniciativa tinha como objetivo ampliar o debate sobre identidade de gênero e combater estigmas associados à população trans.

Na época, a campanha contou com apoio do Programa Nacional de IST e Aids, do Ministério da Saúde, e se tornou um divisor de águas na construção de políticas voltadas à população LGBTQIAPN+. O movimento abriu caminho para que a data fosse oficialmente reconhecida como um símbolo de memória, resistência e afirmação de direitos.

Edgar Luz
Jornalista, apaixonado por comunicação e cultura, pós-graduando em Jornalismo Contemporâneo e Digital. Atualmente integra as redações do Bahia.ba e do BNews, escrevendo principalmente sobre entretenimento, mas transitando também por outras editorias. Com passagens pelos portais Salvador Entretenimento e Voz da Cidade, tem experiência em reportagem, assessoria e Social Media.

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