Publicado em 01/02/2026 às 21h33.

Margareth Menezes celebrou ‘Afropopbrasileiro’ em show histórico; veja vídeo

“Maga Convida” reuniu Gilberto Gil, Carlinhos Brown, Nabiyah Be e sete blocos afros para celebrar 25 anos do álbum

João Lucas Dantas
Margareth Menezes recebe Gilberto Gil e Carlinhos Brown
Foto: João Lucas Dantas/ bahia.ba

 

Uma noite para celebrar, com força e graça, a potência coletiva do Afropopbrasileiro. Margareth Menezes orquestrou um encontro inesquecível na noite de ontem, 31 de janeiro, em um Candyall Guetho Square lotado, em Salvador (BA). No palco do Maga Convida, a artista recebeu Gilberto Gil, Carlinhos Brown, Nabiyah Be, filha de Jimmy Cliff, além dos blocos afros Olodum, Ilê Aiyê, Cortejo Afro, Filhos de Gandhy, Banda Didá, Muzenza e Malê Debalê.

O show, com direção musical de Margareth Menezes e Tito Oliveira e direção artística de Vavá Botelho, foi uma grande homenagem aos 25 anos do álbumMaga Afropopbrasileiro, à canção “Dandalunda” e ao próprio Movimento Afropopbrasileiro, encabeçado pela artista em 2001 com o objetivo de dar reconhecimento e protagonismo aos blocos afros da Bahia.

Em uma sequência arrebatadora de abertura, brilhantemente acompanhada pelo Balé Folclórico da Bahia, Margareth entoou “Afrocibernética”, “Dandalunda”, “Toté” e “Selei”. O espetáculo cresceu como um ritual de alegria, memória e movimento. O setlist passeou por afropops, samba-reggae, coco, releituras da MPB e hinos do Carnaval de Salvador e do Axé Music, como “Elegibô”, “Raça Negra” e “Faraó”, costurando diferentes tempos da trajetória da artista, com o público cantando, dançando e celebrando a cada virada do show.

Margareth Menezes
Foto: João Lucas Dantas/ bahia.ba

 

Os encontros no palco deram ainda mais brilho à noite. Gilberto Gil trouxe emoção e afeto em canções que atravessam gerações, como “Palco”, “Vamos Fugir”, “No Woman, No Cry” e “Emoriô”. Carlinhos Brown, parceiro fundamental da carreira de Margareth — e que, ao lado de Alê Siqueira, assinou a direção musical do disco celebrado — levantou o público com “Beija-Flor”, “Selva Branca” e “Dandalunda”, um dos pontos altos do espetáculo, marcada pela tradicional volta no Guetho, quando o público forma uma grande ciranda em torno do palco.

Nabiyah Be, filha de Jimmy Cliff e artista que tem Margareth como madrinha, trouxe frescor e contemporaneidade ao show. Juntas, cantaram “Me Abraça e Me Beija”, de Lazzo Matumbi, que também acompanhava a apresentação do meio do público. No momento mais emblemático da noite, representantes dos sete blocos afros da Bahia subiram juntos ao palco. Olodum, Ilê Aiyê, Cortejo Afro, Filhos de Gandhy, Banda Didá, Muzenza e Malê Debalê tomaram o espaço em cortejo, canto coletivo e intensa força percussiva.

Blocos afro reunidos no palco de Maga
Foto: João Lucas Dantas/ bahia.ba

 

Ao final, um arrastão fora do palco, junto ao público, somou-se à festa com as percussionistas do grupo Filhas do Som. O encerramento selou uma noite luminosa, de comunhão e celebração — a prova viva de que o Afropopbrasileiro segue pulsando, forte e coletivo.

João Lucas Dantas
Jornalista com experiência na área cultural, com passagem pelo Caderno 2+ do jornal A Tarde. Atuou como assessor de imprensa na Viva Comunicação Interativa, produzindo conteúdo para Luiz Caldas e Ilê Aiyê, e também na Secretaria Municipal de Cultura e Turismo de Salvador. Foi repórter no portal Bahia Econômica e, atualmente, cobre Cultura e Cidade no portal bahia.ba. DRT: 7543/BA

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