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Publicado em 02/02/2026 às 15h06.

João Roma cobra ações contra crise do cacau na Bahia e critica governos do PT

Para o cacique do PL, a crise exige medidas imediatas dos governos estadual e federal

Redação
Foto: Reprodução/Assessoria

 

O presidente do PL na Bahia e ex-ministro da Cidadania, João Roma, afirmou nesta segunda-feira (2) que a crise enfrentada pela produção de cacau no sul do estado exige medidas imediatas dos governos estadual e federal. Segundo ele, a falta de políticas públicas voltadas ao setor tem agravado as dificuldades dos produtores e ampliado os riscos de impactos econômicos e sociais na região.

A cultura do cacau é uma das principais atividades agrícolas do sul da Bahia, com peso relevante na geração de renda, empregos e na economia local. Nos últimos meses, produtores e comerciantes têm realizado protestos em municípios da região contra o deságio nas cotações internas, a importação de cacau africano a preços mais baixos e a ausência de mecanismos de proteção ao produto nacional.

Entidades representativas do setor, como a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado da Bahia (FAEB), também criticam o atual modelo de importação e defendem mudanças nas regras que regulam a entrada do cacau estrangeiro, sob o argumento de que a concorrência externa tem prejudicado diretamente os agricultores baianos.

Críticas aos governos petistas 

Para Roma, o cenário é resultado de uma sequência de omissões das gestões petistas. “O produtor de cacau da Bahia contribuiu com a economia brasileira por décadas, gerando emprego, renda e abrindo portas para o agronegócio da nossa região. Hoje, esses homens e mulheres enfrentam um quadro de desvalorização de seus produtos, concorrência externa predatória e completa falta de políticas públicas que defendam o cacau nacional”, afirmou.

O dirigente avaliou ainda que os efeitos da crise se estendem por toda a cadeia produtiva. “Quando o preço do cacau cai, o impacto em cadeia se espalha: os trabalhadores rurais perdem renda, o pequeno comércio é afetado e famílias inteiras ficam em risco. É uma crise social, econômica e humana que precisa de respostas imediatas”, disse.

Entre as medidas defendidas, Roma citou a revisão das regras de importação para reduzir os efeitos da concorrência de produtos mais baratos, sobretudo do mercado africano, e a criação de linhas de crédito emergenciais para produtores em dificuldade. “Não é com discurso que se resolve a vida do produtor baiano. É com ação. Precisamos de políticas que deem segurança, previsibilidade e proteção ao cacau nacional. O que não dá é para o governo fechar os olhos”, afirmou.

Roma também ressaltou a importância histórica do cacau para a Bahia e afirmou que a perda de competitividade do setor representa um retrocesso para uma das principais regiões agrícolas do país. “A Bahia tem um papel fundamental na produção de cacau e merece ser tratada com respeito, prioridade e seriedade”, disse.

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