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Publicado em 03/02/2026 às 09h37.

CPI do Crime Organizado cancela sessão após ausência de governador do DF no Senado

Presidente do colegiado deve converter convite em convocação após falta de Ibaneis Rocha (MDB)

Raquel Franco
Foto: Pedro Carvalho/Agência Brasília

 

A reunião da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado, prevista para ocorrer na manhã desta terça-feira (3), foi cancelada após o não comparecimento do governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB). O gestor era esperado para abrir o ciclo de oitivas de 2026, mas enviou o secretário-executivo de Segurança Pública, Alexandre Patury, em seu lugar. 

Diante da ausência do governador e do próprio secretário titular da pasta, o presidente da CPI, senador Fabiano Contarato (PT-ES), decidiu suspender os trabalhos e anunciou que apresentará um requerimento para transformar o convite em convocação obrigatória.

A bancada baiana exerce papel estratégico na composição do colegiado, contando com a participação titular dos senadores Jaques Wagner (PT) e Otto Alencar (PSD). Enquanto Wagner atua como uma das principais vozes da base governista na comissão, Otto integra o grupo de parlamentares que busca aprofundar as investigações sobre a estrutura e a influência das facções criminosas no território nacional, incluindo as redes de lavagem de dinheiro que podem atingir o centro político e econômico do país.

Depoimentos dos governadores do RJ e DF

O relator da CPI, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), justificou a necessidade de ouvir Ibaneis devido à posição estratégica de Brasília como sede dos Poderes da República. Além das políticas gerais de segurança, os senadores pretendem questionar o governador sobre citações envolvendo o Banco Master e a proposta de aquisição pela instituição pelo Banco de Brasília (BRB). Segundo Vieira, a comissão investiga se as operações financeiras da instituição apresentam características típicas de organizações criminosas.

Com o cancelamento da sessão desta terça (3), a agenda da CPI segue com a previsão de ouvir o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), nesta quarta-feira (4). O foco do depoimento de Castro deve ser o enfrentamento às milícias e as recentes operações letais contra facções no estado. 

A CPI do Crime Organizado tem prazo de funcionamento até abril e busca reunir subsídios para novas propostas legislativas de combate ao crime.

Raquel Franco
Natural de Brasília, formou-se em produção em comunicação e cultura e em jornalismo pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). Também é fotógrafa formada pelo Labfoto. Foi trainee de jornalismo ambiental na Folha de S.Paulo.

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