Publicado em 03/02/2026 às 09h41.

Projeto quer transformar fruta em patrimônio cultural da Bahia; entenda

Proposta de autoria do deputado Hassan aponta que cidade baiana deverá ser alçada a referência de produção da fruta

Heber Araújo
Foto: Divulgação/Gov-BA

 

Começou a tramitar na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) um projeto que quer tornar o Umbu como Patrimônio Cultural Imaterial do Estado da Bahia. A proposta do deputado Hassan (PP) busca reconhecer a fruta devido a sua importante função na formação cultural e econômica da Bahia.

Ainda de acordo com o projeto, a cidade de Manoel Vitorino, localizada a cerca de 40 quilômetros de Jequié, como a Capital Estadual do Umbu, visto que é a principal produtora da fruta no estado.

“O presente projeto reconhece o município de Manoel Vitorino como Capital Estadual do Umbu e declara o Umbu como Patrimônio Cultural Imaterial do Estado da Bahia. No que se refere ao mérito, vale destacar que se trata de proposição que reconhece a relevância histórica, cultural, ambiental e econômica do umbu para o semiárido baiano, especialmente no contexto do bioma Caatinga”, disse o parlamentar na justificativa.

Ainda no projeto, o parlamentar apontou que a fruta possui um papel central na cadeia produtiva e econômica da cidade de Manoel Vitorino. Além disso, trata-se de uma atividade que gera emprego e renda. 

“O umbuzeiro é espécie nativa e símbolo da Caatinga, amplamente reconhecida por sua extraordinária adaptação às condições climáticas adversas, como a irregularidade de chuvas e os longos períodos de estiagem. Seu cultivo e seu extrativismo, quando realizados de forma adequada, configuram-se como estratégia sustentável de convivência com o semiárido, permitindo conciliar produção, preservação ambiental e fortalecimento de modos de vida tradicionais”, completou o parlamentar. 

Segundo Hassan, declarar o Umbu como patrimônio cultural contribui para a ampliação de oportunidades de renda, estimulando a permanência de famílias na zona rural. Além disso, Hassan defendeu que não se trata apenas de uma fruta, mas “de um bem cultural associado a práticas, conhecimentos, modos de fazer e expressões comunitárias, que merecem proteção, valorização e difusão”.

Heber Araújo
Formado em jornalismo pela Unijorge e pós-graduado pela Faculdade Olga Mettig, exerce a função de repórter de Política no bahia.ba. Anteriormente, teve passagem pelo Muita Informação e pelo BNews. Também já atuou como assessor de imprensa para a prefeitura de Salvador e ONGs.

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