Aladilce diz que aumento do IPTU aprofunda desigualdade em Salvador

    O aumento foi baseado no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), calculado pelo IBGE

    Foto: André Souza / bahia.ba

    A vereadora Aladilce Souza (PCdoB) criticou o reajuste do Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU) anunciado pela Prefeitura de Salvador em dezembro de 2025. Segundo a gestão municipal, o aumento foi baseado no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na ocasião, o prefeito Bruno Reis (União Brasil), justificou o aumento.

    Após sessão na Câmara Municipal de Salvador (CMS), nesta quarta-feira (4), a parlamentar afirmou que o reajuste aprofunda a desigualdade social, especialmente com a reclassificação automática dos imóveis.

    “A pessoa recebe um carnê em 2025 com mil e pouco de IPTU e, no ano seguinte, com sete mil. É um absurdo. As pessoas ficam sem poder pagar, a inadimplência é altíssima e isso só faz aumentar a desigualdade”, declarou.

    Aladilce também criticou o que chamou de concentração de renda. Segundo ela, os maiores beneficiados são setores ligados à especulação imobiliária e empresários que recebem incentivos do município.

    “Quem lucra com a cidade são aqueles que especulam o setor imobiliário e que recebem benefícios, seja por subsídios ou redução de impostos. Enquanto isso, os mais vulneráveis continuam na vulnerabilidade”, afirmou.

    A vereadora defendeu que o Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU) enfrente essas distorções. “É preciso um PDDU que pense na cidade como um todo, na cultura, na saúde e na educação”, disse.

    Ela ainda avaliou que este é um ano de balanço político, por ser período eleitoral. “Vamos comparar as políticas feitas nos últimos anos e Salvador não vai bem”, pontuou.

    Por fim, Aladilce cobrou que o prefeito priorize a população. “É preciso governar com sinceridade, ouvindo o povo, porque democracia só se constrói com escuta”, concluiu.