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Publicado em 04/02/2026 às 18h57.

Carnaval de Salvador deve movimentar R$ 2 bi, estima Augusto Vasconcelos

Otimismo é sustentado pelos índices de ocupação hoteleira e pelo aquecimento gerado pelas festas populares

Otávio Queiroz / Neison Cerqueira
Foto: André Souza/bahia.ba

 

O Carnaval de 2026 deve movimentar mais de R$ 2 bilhões na economia baiana. As projeções são do secretário do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte da Bahia (Setre), Augusto Vasconcelos. O otimismo é sustentado pelos índices de ocupação hoteleira, que já superam os registros do ano anterior, e pelo aquecimento gerado pelas festas populares que antecederam o período oficial, como a Lavagem do Bonfim.

​Embora os holofotes estejam na capital, Vasconcelos ressaltou que o impacto do Carnaval se estende a mais de 150 municípios baianos. O secretário citou o exemplo de Juazeiro, onde as iniciativas de atração de investimentos e as festas regionais já apresentam resultados positivos na geração de empregos.

​”Tenho confiança de que as ações deste ano serão as mais abrangentes da história. Estamos avançando na promoção do trabalho decente e na valorização do Carnaval como uma ferramenta de inclusão e renda”, afirmou o titular da Setre, em conversa com o bahia.ba, nesta quarta-feira (4).

Apoio aos trabalhadores

​Contudo, para além das cifras bilionárias, a gestão estadual quer que o Carnaval de 2026 seja lembrado como o “Carnaval do trabalho decente”. Vasconcelos anunciou que Salvador será a primeira capital do Brasil a assinar o pacto do trabalho decente na folia momesca, uma iniciativa que visa humanizar a atuação de milhares de trabalhadores que operam nos bastidores da festa, como cordeiros, catadores de recicláveis, ambulantes e músicos.

​”Promoveremos a maior ação em favor do trabalho decente da história do evento no Brasil. O objetivo da gestão do governador Jerônimo é garantir um Carnaval que respeite os direitos de todas as pessoas, com ações abrangentes antes, durante e após a festa”, afirmou o secretário.

​Para converter o discurso em prática, a Setre montou uma logística de suporte sem precedentes. Pela primeira vez, serão instaladas centrais de alimentação e espaços de descanso exclusivos para os trabalhadores. Um detalhe tecnológico importante é a criação de pontos de carga, permitindo que ambulantes mantenham seus celulares carregados para realizar vendas via maquininhas e aplicativos, garantindo a fluidez do faturamento.

​Combate ao trabalho infantil

​Um dos pontos mais sensíveis abordados por Augusto Vasconcelos foi a exposição das desigualdades sociais durante a folia. O secretário foi enfático ao classificar como “inaceitável” a presença de crianças dormindo sobre isopores nos circuitos, cena comum em anos anteriores devido à falta de locais seguros para os filhos dos ambulantes.

​”Essa realidade precisa mudar. Em colaboração com o Ministério do Trabalho, a prefeitura e o Ministério Público do Trabalho, estamos trabalhando para garantir locais seguros e combater o trabalho infantil”, explicou Vasconcelos.

A ação conjunta visa fiscalizar e oferecer alternativas de acolhimento para que os pais possam trabalhar sem vulnerabilizar suas crianças.

 

Otávio Queiroz
Soteropolitano com 7 anos de experiência em comunicação e mídias digitais, incluindo rádio, revistas, sites e assessoria de imprensa. Aqui, eu falo sobre Cidades e Cotidiano.

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