Publicado em 06/02/2026 às 08h45.

Filho de Popó é denunciado por tentar aliciar jogadores para manipular apostas

Investigação é feita pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR)

Redação
Foto: Reprodução/Instagram

 

O filho do boxeador Popó, Igor Freitas, foi denunciado pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR) junto com outros dois sócios por tentar aliciar jogadores para manipular apostas de jogos das Série A, B e C do Campeonato Brasileiro. Segundo o site ge.globo, o lateral-esquerdo Reinaldo, do Mirassol, está entre os atletas que o trio conversou.

Os dois sócios de Igor Freitas foram identificados como Rodrigo Rossi, e Raphael Ribeiro. Os três são alvos da Operação Derby, deflagrada em setembro do ano passado. As investigações começaram com a suposta oferta de R$ 15 mil feita a pelo menos três jogadores do Londrina, clube que faz parte do grupo de Guilherme Bellintani, ex-presidente do Bahia. A proposta era para que eles recebessem cartões amarelos em um jogo da Terceirona nacional. Inclusive, o MP baiano cumpriu mandados de busca em Salvador.

Ainda de acordo com o ge, Igor Freitas fez contato com os jogadores pelo Instagram e WhatsApp se apresentando como filho de Popó, tetracampeão mundial de boxe e “empresário e representante com acesso direto às maiores empresas do mercado nacional” que atuava em “projetos estratégicos, ativações e negociações de patrocínios e parcerias”. Depois, ele encaminhava os números dos atletas para Rodrigo prosseguir com as conversas. Ele se referia ao sócio como alguém que trabalhava “com mais de 25 casas de apostas legalizadas no Brasil”.

Segundo as investigações, Reinaldo, do Mirassol, foi abordado por Rodrigo Rossi, que enviou mensagem de áudio no WhatsApp por visualização único. Porém, o lateral recusou a oferta.

“Irmão, obrigado. Não faço isso, já falei, irmão”, respondeu.

Igor Freitas, Rodrigo Rossi e Raphael Ribeiro foram denunciados pelos crimes de associação criminosa e corrupção em âmbito desportivo, contemplados respectivamente na Lei 288 do Código Penal e na Lei Geral do Esporte (Lei 14.587/2023). As pensa variam de dois a seis anos de reclusão, além de pagamento de multa. O MP-PR também pediu o pagamento de dano moral coletivo no valor de R$ 150 mil, para reparação do prejuízo causado à integridade e incerteza do resultado esportivo.

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