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Publicado em 08/02/2026 às 17h30.

Professora assassinada em Rondônia é velada e cremada em Salvador

Juliana Matos de Lima Santiago foi morta a facadas por um aluno durante aula em faculdade de Porto Velho

Redação
Foto: Reprodução/ TV Bahia

 

Familiares e amigos da professora Juliana Matos de Lima Santiago, assassinada a facadas por um aluno em Rondônia, prestaram as últimas homenagens neste domingo (8), em Salvador. O velório e a cremação ocorreram no Cemitério Jardim da Saudade, no bairro de Brotas. Abalados, parentes optaram por não conceder entrevistas à imprensa.

Baiana, Juliana tinha 41 anos. Ela era escrivã da Polícia Civil e atuava também como professora de Direito Penal. O ataque aconteceu durante uma aula, na noite de sexta-feira (6), em uma faculdade particular de Porto Velho.

O suspeito do crime, João Cândido, de 24 anos, foi contido e preso logo após o ataque por outro aluno, que é policial militar.

O corpo da professora deixou Rondônia no sábado (7), mesmo dia em que foi celebrada uma missa em sua memória no estado. Instituições baianas também se manifestaram nas redes sociais em solidariedade à família.

O Colégio Antônio Vieira, escola tradicional de Salvador onde Juliana estudou na infância e adolescência, divulgou uma nota lamentando a morte. “Sua partida nos entristece profundamente e reforça a urgência de cuidarmos da vida, das relações e do outro”, afirmou a instituição.

A Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Bahia (OAB-BA) também repudiou o crime, destacando o caso como um exemplo de violência contra a mulher e dentro de espaços educacionais. Em nota, a entidade ressaltou que o assassinato se insere em um contexto alarmante de feminicídios e outras violências letais contra mulheres no país.

O caso é investigado pela polícia como feminicídio. Em depoimento, o suspeito afirmou que manteve um relacionamento com a professora por cerca de três meses e alegou que o crime teria sido motivado por vingança, após saber que ela teria retomado contato com o ex-marido. Essa versão, no entanto, não foi confirmada pela família da vítima nem pelas autoridades.

Ainda segundo o relato do investigado, a faca utilizada no ataque teria sido entregue pela própria professora. Ele afirmou que, um dia antes do crime, Juliana lhe deu um doce de amendoim dentro de uma vasilha, junto com o utensílio.

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