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Publicado em 08/02/2026 às 20h00.

Vendas globais de semicondutores devem alcançar US$ 1 trilhão em 2026

Impulsionado por inteligência artificial e chips de alto desempenho, setor mantém ritmo acelerado de crescimento

Redação
Automóvel no processo de montagem. Foto reprodução wikipedia

 

As vendas globais de chips, microprocessadores e semicondutores devem atingir US$ 1 trilhão (cerca de R$ 5,23 trilhões, na cotação atual) em 2026, conforme projeção da Associação da Indústria de Semicondutores (SIA), entidade que representa a maior parte das fabricantes de chips dos Estados Unidos.

De acordo com o levantamento, o setor movimentou US$ 791,7 bilhões em 2025 (aproximadamente R$ 4,14 trilhões), o que representa um crescimento de 25,6% em relação ao ano anterior. A expectativa da associação é de que o avanço se mantenha no mesmo patamar ou até se intensifique no próximo ano.

O maior destaque ficou com os chips de computação avançada, produzidos por empresas como Nvidia, AMD e Intel. As vendas desse segmento cresceram 39,9% em 2025, alcançando US$ 301,9 bilhões (R$ 1,57 trilhão).

Na sequência aparecem os chips de memória, cujos preços vêm subindo nos últimos meses em razão da forte demanda gerada por investimentos em inteligência artificial. As vendas desses produtos avançaram 34,8%, totalizando US$ 223,1 bilhões (R$ 1,16 trilhão).

“O que mais ouvimos foi: ninguém sabe exatamente o que vai acontecer com a expansão da inteligência artificial daqui a um ano, mas a carteira de pedidos está completamente cheia”, afirmou à Reuters o presidente da SIA, John Neuffer. Segundo ele, o setor segue em uma trajetória de crescimento consistente no curto prazo.

Além do avanço tecnológico, o mercado de semicondutores também está no centro de uma disputa geopolítica global por minerais críticos, envolvendo Estados Unidos, China, Japão e países europeus. A cadeia de produção depende de metais estratégicos cuja extração e refino estão concentrados em poucos países.

A China, por exemplo, responde atualmente por cerca de 70% da mineração de terras raras, mais de 90% do refino desses materiais e quase a totalidade da produção de ímãs permanentes, considerados essenciais para a indústria de alta tecnologia.

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