Publicado em 13/02/2026 às 21h28.

‘Agradeço à ancestralidade’, diz Lazzo Matumbi sobre sucesso aos 45 anos de carreira

Cantor destaca que foco de sua trajetória é ampliar o público e não apenas a fama

Raquel Franco / João Lucas Dantas
Foto: bahia.ba

 

O cantor baiano Lazzo Matumbi, ao refletir sobre seus 45 anos de trajetória, celebrou o atual momento de visibilidade afirmando que “só agradece à ancestralidade” por receber o reconhecimento no “momento certo”. Como parte dessa fase, o artista se apresenta nesta sexta-feira (13) no Circuito Batatinha, no Pelourinho, integrando a grade do Carnaval de Salvador. Lazzo participa do show de Marcia Short, que também convida Aloísio Menezes, com apresentação programada para às 21h.

Ao ser questionado pelo bahia.ba sobre o fortalecimento de parcerias com nomes como BaianaSystem e sua presença em festivais como o Afropunk, Lazzo foi enfático ao diferenciar a busca pelo sucesso comercial da construção de uma base sólida de ouvintes. 

“Já não era tempo, né, irmão? São 45 anos de estrada. A gente vai batalhando não para o sucesso, mas para ampliar cada vez mais o nosso público, nossos ouvintes”, afirmou.

Lazzo também apresentou uma visão crítica sobre a métrica de “seguidores” nas plataformas digitais, preferindo valorizar a conexão humana e o reconhecimento gradual de sua obra. “Não acho que sejam seguidores, são pessoas que vão conhecer o seu trabalho e cada vez mais conhecendo vão lhe admirar mais”, disse Lazzo.

Tempo da ancestralidade

Para o cantor, a ocupação de novos espaços na cena musical baiana ocorre em uma temporalidade própria, que transcende o planejamento do mercado da música. Lazzo demonstrou satisfação com a fase atual, atribuindo o êxito ao que chama de “momento exato”.

“Isso que está acontecendo hoje, eu só agradeço à ancestralidade e não reclamo porque ela sabe dar no momento certo, no momento exato. Então, eu só agradeço”, concluiu o artista.

Raquel Franco
Natural de Brasília, formou-se em produção em comunicação e cultura e em jornalismo pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). Também é fotógrafa formada pelo Labfoto. Foi trainee de jornalismo ambiental na Folha de S.Paulo.

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