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Publicado em 17/02/2026 às 16h58.

Salvador Acolhe tem vagas esgotadas no penúltimo dia oficial de Carnaval

Programa atende filhos de trabalhadores do evento

Redação
Foto: Jefferson Peixoto/Secom PMS

 

O Salvador Acolhe bateu recorde e atendeu 601 crianças e adolescentes nesta segunda-feira (16), penúltimo dia oficial do Carnaval. Eram 600 vagas disponíveis para este ano. A vice-prefeita de Salvador, Ana Paula Matos, destacou a importância do serviço.

“Especialmente para as mulheres, é uma rede de apoio muito forte. A gente viu historicamente mães levando as crianças nos isopores e isso não acontece mais. A gente está aumentando ano a ano o número de vagas. Esse ano já abrimos com 600 e aumentamos a equipe no meio do percurso, justamente porque tinham muitas crianças pequenas”, afirmou.

O programa surgiu em 2024 e tem como objetivo oferece espaços onde os trabalhadores da festa, sejam ambulantes e catadores credenciados, possam deixar os seus filhos. No primeiro ano foram atendidas 470 crianças e adolescentes. De lá para cá, o crescimento foi de 28%.

São acolhidos crianças e adolescentes, de 0 a 17 anos, em locais que contam com berçário, áreas de descanso, atividades educativas, lazer, refeições diárias, entre outros serviços, tudo de forma gratuita. O acolhimento funciona 24h, até a Quarta-feira de Cinzas.

“Esse recorde é reflexo de uma gestão que trata a proteção das crianças como prioridade e que faz política pública com responsabilidade e presença. É um trabalho de muitas mãos, com parcerias, órgãos públicos e equipes que atuam 24 horas por dia, com muita dedicação, para garantir que cada criança se sinta segura, acolhida e confortável enquanto mães e pais trabalham nos sete dias oficiais de Carnaval”, comentou a secretária de Políticas para Mulheres, Infância e Juventude (SPMJ), Fernanda Lordêlo.

Em relação ao perfil racial, 91% das crianças e adolescentes acolhidos são pretas ou pardas, e 63% recebem algum benefício social. Até o momento, foram atendidas 39 pessoas com deficiência, sendo que 51% delas têm o Transtorno do Espectro Autista (TEA).

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