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Publicado em 17/02/2026 às 22h01.

Sturaro chama Márcio Victor de presepeiro após cantor criticar PM

"Não aceito ser chamado de vagabundo! Nós não somos vagabundos! Não aceito!", bradou o diretor da GCM

André Souza
Foto: Bahia.ba

 

O diretor da Guarda Civil Municipal de Salvador, Coronel Sturaro, fez um pronunciamento contundente após as críticas do cantor Márcio Victor, da banda Psirico, à atuação da Polícia Militar da Bahia durante o Carnaval de Salvador.

O episódio teve início quando, do alto do trio elétrico, Márcio Victor questionou a ação de policiais em meio ao público, alegando que familiares estavam na área e pedindo cautela na abordagem. “Que vagabundagem é essa policial? Não tem ninguem bagunçando minha família ta aqui”, criticou o cantor durante apresentação no circuito Dodô na noite de segunda-feira (16).

Ao rebater as críticas, Sturaro afirmou que não aceita que policiais sejam chamados de “vagabundos” e classificou como “irresponsável” o uso do microfone para questionar a atuação da tropa diante de uma multidão.

“Nunca aceitei na ativa, não vou aceitar na reserva, nem onde eu estiver nomeado, ok? Porque sou policial militar, não aceito chamar minha tropa de vagabunda, não aceito! O nome disso é presepada, não tem ideia do risco, ok? Que tá fazendo usando o microfone, tá certo?”

Na sequência, o diretor contextualizou o que considera ser o principal risco desse tipo de manifestação: a possibilidade de a multidão reagir contra a guarnição. “Sabe por quê? Se essa massa toda aí se vira contra a guarnição, se vira contra a patrulha, começa a vaiar, joga uma lata, joga uma água, hein? Olha a irresponsabilidade!”

Segundo ele, situações recentes já envolveram arremesso de objetos e agressões contra viaturas, o que, na avaliação do coronel, aumenta a tensão nas ruas e coloca agentes e foliões em risco.

“Aí o policial vai fazer o quê? Vai sair com o rabo entre as pernas ou vai pra cima? A polícia minha vai pra cima! Estamos vendo vários exemplos aí de jogarem água, de jogarem lata, de dar em murro dentro da patrulha, e ainda fica, porra, insuflando a multidão contra a guarnição! Isso é irresponsabilidade! Irresponsabilidade!”

Sturaro também reforçou que considera a presença policial indispensável para a realização dos shows e para a segurança dos próprios artistas.

“Não aceito ser chamado de vagabundo! Nós não somos vagabundos! Não aceito! Nunca aceitei! Pô, já passou dos limites! Vai tocar? Cachê alto? Trio bonito? Tire a polícia aí de perto pra ver se toca! Não toca! Ninguém toca sem polícia, porra! Chega disso! Chega! Ok? Chega! Nós não somos vagabundos! Tem limite! Tudo tem limite! Presepeiro! Quem tá chamando sou eu! Ok? Irresponsável!”, afirmou.

Veja o vídeo

 

André Souza
Jornalista com experiência nas editorias de esporte e política, com passagens pela Premier League Brasil, Varela Net e Prefeitura Municipal de Laje. Apaixonado por esportes e música, atualmente trabalha como repórter de Política no portal bahia.ba.

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