No Pelourinho, Criolo exalta juventude baiana e peso histórico do Centro Histórico da capital

    Artista descreveu a apresentação em Salvador como um exercício de autoconhecimento coletivo

    Criolo e DJ Dan Dan Foto: Ítalo Ribeiro/ bahia.ba

    O rapper e compositor Criolo marcou o início de seu 2026 com uma passagem carregada de simbolismo pelo Centro Histórico de Salvador. Prestes a subir ao palco do Largo do Pelourinho, o artista refletiu sobre o peso histórico do território e a conexão espiritual que a música estabelece entre diferentes gerações e territórios brasileiros.

    Em um ano que começa com lançamentos colaborativos ao lado de nomes como Amaro Freitas e Dino D’Santiago, Criolo reafirmou sua postura de reverência à Bahia. “A gente chega aqui primeiro com muito respeito, extremo respeito por todo o contexto histórico e para além, esse contemporâneo”, afirmou o cantor ao bahia.ba, destacando que a força ancestral da cidade não pertence apenas ao passado, mas pulsa nas mãos de quem constrói o presente.

    Para o artista, o Pelourinho funciona como um portal onde o rap pede licença para dialogar com a tradição local. “A gente entende que a ancestralidade também é hoje e está sendo feita por esses jovens agora. Chegamos com o nosso rap, na nossa, pedindo licença com muito respeito. Acredito que a gente possa se abençoar, sair com mais aprendizado e deixar um pouco da nossa força”, pontuou.

    Música e conexão espiritual

    Criolo, conhecido por letras que mergulham em questões sociais e existenciais, descreveu a apresentação em Salvador como um exercício de autoconhecimento coletivo. Para ele, a música é a ferramenta que desvenda “caminhos da espiritualidade” e as “verdadeiras conexões entre os seres”.

    O rapper fez questão de valorizar quem mantém a chama cultural da cidade acesa durante todo o ano, para além dos holofotes da folia. “Sou contemporâneo desses que estão vivendo aqui todo dia. Pois aqui chego e me vou, mas tem gente aqui fazendo essa transformação real. A gente chega tendo essa consciência”, concluiu.