Jornalista, apaixonado por comunicação e cultura, pós-graduando em Jornalismo Contemporâneo e Digital. Atualmente integra as redações do Bahia.ba e do BNews, escrevendo principalmente sobre entretenimento, mas transitando também por outras editorias. Com passagens pelos portais Salvador Entretenimento e Voz da Cidade, tem experiência em reportagem, assessoria e Social Media.
Publicado em 18/02/2026 às 11h09.
Alysson Carvalho detalha ações para ambulantes no Carnaval 2026: ‘Valorização’
Diretor da SEMOP faz balanço positivo da festa e fala em Carnaval mais justo e organizado
Edgar Luz / Carolina Papa

Alysson Carvalho, diretor de Serviços Públicos da Secretaria Municipal de Ordem Pública (SEMOP), fez um balanço das ações realizadas ao longo do Carnaval de Salvador 2026 para atender aos vendedores ambulantes nos circuitos da folia e classificou o resultado como positivo. A declaração foi dada durante o tradicional arrastão da Quarta-feira de Cinzas, no circuito Dodô (Barra-Ondina).
Segundo ele, a pasta, responsável pela organização do comércio informal na cidade, iniciou o trabalho ainda antes da folia. “Balanço super positivo… A gente destaca alguns pontos onde começamos desde cedo o cadastramento desses ambulantes de forma virtual, sem filas, sem aquela preocupação de ficar dias e dias esperando por uma vaga”, afirmou.
O diretor destacou que, neste ano, a atuação da secretaria foi além da fiscalização e organização, com maior atenção para a parte social da festa:
“A SEMOP sai daquele modal tão somente de organização, de fiscalização, e entra verdadeiramente num problema que era trazido por todos os ambulantes, que era a parte social da festa, onde eles se queixavam muito dessa falta de apoio. E esse ano a gente conseguiu ter uma transversalidade com diversas pastas da prefeitura e ajudar em diversos temas”, disse.
Entre as ações citadas, está o acolhimento de filhos de ambulantes por meio do projeto Salvador Acolhe. “Por exemplo, 601 filhos de ambulantes foram acolhidos pelo projeto ‘Salvador Acolhe’ todos os dias. Filhos chegando na quinta e só precisando sair hoje, na Quarta-feira de Cinzas, com alimentação e acompanhamento psicológico e odontológico, para que a gente pudesse realmente erradicar o trabalho infantil no nosso Carnaval”, destacou.
Conforme relatado por Alysson, a secretaria também ofereceu transporte gratuito e alimentação. “Fornecemos 11 dias de transporte gratuitos para o ambulante e para o seu ajudante, contabilizando mais de 50 mil viagens. Isso facilitou que o ambulante fosse todos os dias para a sua casa e retornasse, evitando aquelas cenas que a gente tinha do ambulante ficar dormindo no meio da rua. Essa incidência diminuiu bastante”, pontuou.
Carvalho também destacou que 17 mil ambulantes foram atendidos durante a folia. “Eles puderam tomar banho, recarregar o celular, as maquinetas, ter um momento de descanso, hidratação”, afirmou.
Ambulantes de outras cidades
Questionado sobre o tratamento dado aos ambulantes que vêm de fora de Salvador para trabalhar no Carnaval. “A gente não consegue dar um tratamento diferenciado para quem vem de outra cidade. Pelo contrário, a gente tem até desestimulado essa vinda, uma vez que isso acaba gerando diversos problemas”, declarou.
Ele explicou que o cadastramento virtual valoriza o ambulante soteropolitano. “No nosso cadastramento virtual a gente intensifica a valorização do soteropolitano, para que a gente possa ter o máximo de licenças atribuídas aos nossos moradores, valorizando o verdadeiro ambulante que já trabalha com o comércio informal da nossa cidade todos os anos. Chega a ser até injusto ele ficar de fora nesse momento da festa”, afirmou.
Segundo Alysson, o sistema de pontuação concede vantagem a quem mora em Salvador. “Inclusive nessa pontuação, quem é morador de Salvador acaba ganhando quatro pontos, coisa que quem é de fora acaba não ganhando”, declarou.
Apesar disso, ele ressaltou que as ações sociais e de acolhimento são estendidas a todos que atuam nos circuitos. “Quando eles chegam aqui, tudo isso que foi destacado, como centro de acolhimento e a parte dos filhos, acaba sendo atribuído a todos eles, preservando a dignidade humana”, concluiu.
Assista a entrevista:
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