Polícia Civil lança projeto de prevenção à violência contra a mulher na Estação da Lapa

    Posto de atendimento funcionará às terças e quintas

    Foto: Amanda Ercília/GOVBA

    A Polícia Civil da Bahia lançou o projeto de prevenção à violência contra a mulher, nesta terça-feira (3) na Estação da Lapa, em Salvador, onde cerca de 500 mil pessoas circulam diariamente. O local passa a ter um posto de atendimento.

    As atividades serão realizadas ao longo de todo o ano, às terças e quintas-feiras, e incluem atendimentos presenciais, registro de ocorrências, orientações sobre direitos e canais de denúncia, além da distribuição de materiais educativos e abordagens preventivas.

    O Projeto de Prevenção e Garantia de Direitos foi elaborado pelo Departamento de Proteção à Mulher, Cidadania e Pessoas Vulneráveis (DPMCV) e tem como objetivo promover ações educativas, informativas e oferecer atendimento humanizado. 

    Os números reforçam a necessidade da ação. Segundo o 19º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, foram registrados 1.470 casos de feminicídio no Brasil em 2025, entre janeiro e dezembro, o que representa uma média de quatro mulheres mortas por dia no período.

    Com o suporte da Defensoria de Proteção de Direitos Humanos (DPDH), o DPMCV oferece atendimento em um espaço de acolhimento e orientação. A proposta é sensibilizar a população, fortalecendo uma rede de apoio formada por baianos e baianas no enfrentamento à violência.

    A delegada Juliana Fontes, diretora do DPMCV, destacou que o projeto não se limita ao mês de março e também contempla outros grupos em situação de vulnerabilidade. “Estamos aqui para atender mulheres, crianças, adolescentes, pessoas idosas, casos de racismo e intolerância. É importante frisar que o atendimento tem uma peculiaridade, contamos com profissionais qualificados para o acolhimento”, disse.

    A aposentada Cândida Oliveira, que passava pela estação, percebeu o novo posto policial e reconheceu a importância da presença dos agentes no local. “Quando há violência, a mulher não pode ficar calada, tem que denunciar”, afirmou.