Publicado em 08/03/2026 às 16h00.

Aladilce defende maior presença feminina na política durante ato do Dia da Mulher

Evento reuniu movimentos sociais e lideranças políticas com palavras de ordem contra o feminicídio

Redação
Foto: Divulgação/Assessoria

 

A vereadora de Salvador Aladilce Souza (PCdoB) participou na manhã deste domingo (8) de uma caminhada pelo Dia Internacional da Mulher, realizada entre o Morro do Cristo e o Farol da Barra, na orla da capital baiana. O ato reuniu movimentos sociais e lideranças políticas com palavras de ordem contra o feminicídio e outras formas de violência de gênero.

Em seu quinto mandato na Câmara Municipal, a parlamentar também foi indicada pelo PCdoB para a suplência ao Senado na chapa majoritária liderada pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT). Durante o evento, ela defendeu maior presença feminina nos espaços de poder e afirmou que o avanço da representação política das mulheres é fundamental para enfrentar a violência.

“A questão do enfrentamento ao feminicídio é urgente e só vai avançar na medida em que tivermos mais mulheres nos postos de decisão, porque essa é uma ameaça que afeta a todas indistintamente. Esse é um tema que nos assombra ainda mais, pois estamos na cidade mais negra fora da África e não podemos ignorar que mais de 62% das vítimas de feminicídio no Brasil são negras. E nossa capital lidera o triste ranking de violência de gênero”, declarou Aladilce.

Segundo dados citados pela vereadora, a Bahia registrou 103 casos de feminicídio em 2025. Salvador liderou o número de ocorrências no estado, com 11 mortes. A capital também contabilizou cerca de 4.500 pedidos de medidas protetivas no ano passado.

“Uma tragédia que precisa ser contida com políticas públicas e o envolvimento dos homens conscientes ao nosso lado”, afirmou a parlamentar, ao destacar a importância do Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio, lançado recentemente.

Aladilce também argumentou que a presença de mulheres em cargos de decisão tende a influenciar a formulação de políticas públicas, com maior atenção a áreas como saúde, educação e assistência social.

Segundo ela, a ampliação da representação feminina também fortalece pautas relacionadas ao enfrentamento do machismo e da violência contra a mulher, citando como exemplo a Lei Maria da Penha, relatada pela deputada federal Jandira Feghalli (PCdoB-RJ).

“Este ano há uma mobilização crescente para o avanço da representação feminina nesses espaços, especialmente devido ao aumento do feminicídio, com expectativa de avanço nas eleições de 2026. É crucial que a sociedade, partidos e instituições incentivem e liberem as mulheres para participarem da esfera pública, e que as mulheres consigam superar as amarras subjetivas de se sentirem secundárias ou inferiores aos homens”, disse.

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