Publicado em 11/03/2026 às 12h21.

Zezinho projeta impactos da Ponte Salvador-Itaparica e fiscaliza especulação imobiliária

Prefeito de Itaparica explica que obra não atravessa cidade 

Raquel Franco / Daniel Serrano
Fotos: Daniel Serrano/bahia.ba; Divulgação

 

O prefeito de Itaparica, Zezinho (PSD), detalhou os preparativos do município para a construção da Ponte Salvador-Itaparica e esclareceu que, ao contrário da percepção comum, o equipamento não atravessará o território da cidade. O gestor explicou que o traçado desemboca no município vizinho, Vera Cruz, no entroncamento entre as duas cidades. “As pessoas às vezes confundem, acham que Itaparica vai dar aquele boom. A gente está trabalhando para que esse boom seja de forma positiva”, afirmou o gestor nesta quarta-feira (11) durante agenda com o governador Jerônimo Rodrigues (PT) em Salvador.

Apesar da localização geográfica da estrutura, Zezinho afirmou que a gestão municipal está em diálogo com o Governo do Estado para reduzir impactos e preparar a infraestrutura local para o aumento do fluxo. “Essas questões básicas do nosso município é que a gente tem discutido”, afirmou. As prioridades elencadas pelo prefeito incluem os impactos ambientais, a ampliação do Hospital Geral de Itaparica e a resolução de problemas crônicos de abastecimento de água.

“O nosso PPP está muito bem estruturado, a gente está cuidando muito bem com atenção sobre essa questão, porque Itaparica tem apenas 20% da área territorial da ilha e nós temos um um grande espaço ambiental de manguezais. A gente está tendo o maior cuidado nessa preservação das praias, dos manguezais, dessa política ambiental”, afirmou Zezinho.

Com o início das obras da ponte previsto para junho deste ano, Zezinho ressaltou que a chegada do empreendimento exige investimentos imediatos em serviços básicos. Ele destacou o retorno do Batalhão para a sede de Itaparica e a construção de uma nova unidade para ampliar o contingente policial na ilha.

Especulação imobiliária

O prefeito demonstrou preocupação com a especulação imobiliária e informou que a Secretaria de Infraestrutura já analisa projetos de novos condomínios. “Temos conversado com o INEMA [Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos] sobre as licenças ambientais. O município precisa estar acompanhando isso de perto”, disse. 

Zezinho reforçou que o licenciamento desses empreendimentos será condicionado ao cumprimento rigoroso do Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU). “Se nós não preservarmos, quem vai pagar são as futuras gerações”, alertou.

O diálogo com o consórcio responsável pela ponte também tem englobado a proteção de comunidades tradicionais e povos originários. O prefeito garantiu que a gestão municipal não abrirá mão do respeito aos territórios dessas populações durante a execução do projeto e a consequente expansão urbana da região. “Para que essa população seja assistida, seja respeitada dentro dos seus territórios e a gente não abre mão disso, absolutamente”, concluiu Zezinho.

Raquel Franco
Natural de Brasília, formou-se em produção em comunicação e cultura e em jornalismo pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). Também é fotógrafa formada pelo Labfoto. Foi trainee de jornalismo ambiental na Folha de S.Paulo.

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