Publicado em 19/03/2026 às 21h00.

Deputada critica sistema eleitoral e lamenta dança das cadeiras após saída de Bebeto Galvão

Evitando ataques pessoais, Lídice da Mata preferiu focar sua análise na fragilidade do atual modelo político brasileiro

Otávio Queiroz / Luana Neiva
Foto: Brenda Roberta/bahia.ba

 

A deputada federal e presidente estadual do PSB, Lídice da Mata, comentou, em entrevista exclusiva ao bahia.ba, nesta quinta-feira (19), a saída do suplente de senador e pré-candidato Bebeto Galvão da legenda.

Evitando ataques pessoais, a parlamentar preferiu focar sua análise na fragilidade do atual modelo político brasileiro, afirmando que estamos em um período no qual ela, inclusive, tem “muita crítica ao processo eleitoral, em que as escolhas partidárias estão se dando mais pelas contas de para onde a pessoa pode se eleger”.

Segundo a socialista, essa lógica pragmática “vale para ele, como vale para todas as outras pessoas, o que não desmerece ninguém”, mas sim “desmerece o processo eleitoral”, que ela espera que seja o último exercido e viabilizado nesses moldes.

Lídice descreveu o cenário atual como “seletivo, estreitamente seletivo, destruidor da cultura partidária” e previu que, após o encerramento do prazo de filiações no dia 4 de abril, o público verá “que vai existir uma verdadeira dança de cadeiras”.

“Ninguém deseja que ninguém saia do seu partido e nenhuma liderança aprecia perdas em seus quadros, mas é preciso compreender que cada um tem uma maneira de ver e que, em muitos casos, a mudança de sigla acaba sendoa única hipótese que a pessoa tem para viabilizar sua candidatura”, completou.

A parlamentar também traçou um paralelo com as movimentações de entrada no PSB, citando a chegada da deputada federal Elisângela Araújo.

“Ela é uma pessoa de muitos anos de militância no PT e não tem demérito nenhum ela escolher o PSB, principalmente por sermos legendas aliadas e com teses muito próximas”, disse a deputada.

Ao finalizar sua fala, Lídice da Mata reiterou que sua postura não é de julgamento individual, afirmando que não condena ninguém que sai, mas condena o sistema político eleitoral que foi gestado no país. Para a líder pessebista, o modelo atual desvaloriza os partidos eleitorais ao permitir apenas seis meses de filiação antes do pleito, o que classificou enfaticamente como um absurdo.

Otávio Queiroz
Soteropolitano com 7 anos de experiência em comunicação e mídias digitais, incluindo rádio, revistas, sites e assessoria de imprensa. Aqui, eu falo sobre Cidades e Cotidiano.

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