Publicado em 23/03/2026 às 14h09.

Rogério Ceni se irrita com pergunta sobre batedor de pênaltis do Bahia

"Sou uma bosta. Já fiquei velho, gordo e eu estou uma merda", declarou o técnico

Rodrigo Fernandes
Foto: Letícia Martins / EC Bahia

 

A coletiva de Rogério Ceni após a derrota do Bahia por 4 a 1 para o Remo terminou em clima tenso. Questionado sobre a definição dos batedores de pênalti, o treinador demonstrou irritação e rebateu a cobrança feita durante a entrevista.

O tema ganhou força após mais um erro do Tricolor na marca da cal. No Mangueirão, Luciano Juba desperdiçou a cobrança quando o jogo ainda estava 2 a 1, em um momento que poderia recolocar o Bahia na partida.

Antes disso, no clássico Ba-Vi, Willian José já havia perdido um pênalti em situação decisiva.

Diante do cenário, Ceni respondeu de forma direta e elevou o tom ao comentar a pressão por mudanças na escolha dos cobradores.

“Quando Willian José perdeu, vocês pediram Juba. Agora que Juba perdeu, vocês querem Everaldo. O Juba bate muito bem pênalti. Os dois batem muito bem. Eu conversei com os dois e pedi para eles conversarem. Eu também achei que Everaldo deveria ter pegado a bola, fez um gol, estava confiante”, disse.

“Ontem eu trabalhei com os dois penalidades, eles converteram todas as cobranças. Hoje o Juba perdeu. Mas, se cada um que bater e perder a gente vai escolher o próximo, no que Everaldo perder daqui a pouco vai entrar você para bater”, respondeu Ceni, apontando para o repórter que fez a pergunta.

“Eu não tenho mais condição também. Sou uma bosta. Já fiquei velho, gordo e eu estou uma merda, mas eles deveriam ter feito”, completou o treinador, que logo saiu da sala da coletiva visivelmente irritado.

Problema recorrente

As cobranças de pênalti têm sido um ponto de atenção no Bahia nesta temporada. Mesmo com nomes considerados confiáveis no elenco, o aproveitamento recente está abaixo do esperado.

De acordo com levantamento do perfil EC Bahia Números, o Esquadrão converteu apenas seis das 11 cobranças em 2026, o que representa um aproveitamento de 55%, o pior índice dos últimos seis anos.

A discussão sobre os batedores ganhou ainda mais força após o último jogo, especialmente pelo contexto da partida e pelo momento em que a penalidade foi desperdiçada.

Rodrigo Fernandes
Jornalista, repórter e produtor de conteúdo. Com experiência em redação e marketing digital, faz cobertura de Esportes no bahia.ba. Antes disso, foi editor do In Magazine – Portal iG e repórter do Portal M! – Muita Informação.

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