Publicado em 27/03/2026 às 11h51.

Venda da Bamin para empresa de Portugal vai destravar obra da FIOL 1 na Bahia, revela Rui

Ministro da Casa Civil detalha situação de trechos da ferrovia 

Raquel Franco / Heber Araújo
Foto: Raquel Franco/bahia.ba

 

As obras da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (FIOL) seguem em cronogramas distintos na Bahia, de acordo com informações do ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT). Ele revelou que a FIOL 1, trecho que liga Ilhéus a Caetité, deve ter as atividades normalizadas nos próximos dias após a conclusão da venda da concessionária Bamin para um grupo empresarial de Portugal.

“Nós temos dois contratos em vigor. Um contrato de obra pública no Oeste da Bahia, depois de Caetité até o Rio São Francisco, as obras estão acontecendo; de Caetité até Ilhéus, essa obra está na concessão pública pela Bamin”, afirmou o ministro em entrevista durante o Encontro de Prefeitos do Estado da Bahia, realizado nesta sexta-feira (27), no Centro de Centro de Convenções de Salvador.

Venda da Bamin

“A Bamin é um investimento do Cazaquistão com o capital russo”, afirmou Rui. O ministro explicou que a capacidade de investimento da Bamin foi afetada pelo bloqueio de fundos decorrentes da guerra no Leste Europeu, o que motivou a negociação do ativo.

“Desde que começou a guerra, os fundos russos ficaram bloqueados e eles perderam capacidade de investimento. Eles estão vendendo, um grupo português está finalizando o processo de compra da Bamin e vai anunciar em breve, nos próximos dias, a compra e portanto a retomada da obra e do projeto de mineração na Bahia com o Porto Sul e com a FIOL 1, que é o que está na concessão”, disse Rui. 

FIOL 2

Em relação à FIOL 2, trecho entre Caetité e o Rio São Francisco na altura de Barreiras, o ministro reafirmou que as intervenções seguem o planejamento de obra pública sob responsabilidade do Governo Federal. 

No início de março deste ano a Infra S.A. oficializou um contrato de R$ 467,9 milhões para a execução de 35,75 km deste lote, visando elevar o avanço físico da etapa, que hoje supera os 71%.

Escoamento de grãos e minérios 

A expectativa do governo é que a nova composição acionária da Bamin destrave não apenas a ferrovia, mas também o projeto de mineração e a construção do Porto Sul, em Ilhéus. O complexo logístico é considerado estratégico para conectar a produção de grãos e minérios da Bahia ao mercado internacional, integrando-se futuramente à Ferrovia de Integração Centro-Oeste (FICO).

Raquel Franco
Natural de Brasília, formou-se em produção em comunicação e cultura e em jornalismo pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). Também é fotógrafa formada pelo Labfoto. Foi trainee de jornalismo ambiental na Folha de S.Paulo.

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