Publicado em 30/03/2026 às 17h14.

Bienal do Livro Bahia terá debates sobre exemplares que viraram filmes e séries

Evento reúne autores, atores e artistas para discutir como a literatura ganha novas linguagens

Edgar Luz
Foto: Divulgação

 

A Bienal do Livro Bahia 2026, que acontece entre os dias 15 e 21 de abril no Centro de Convenções Salvador, vai apostar em uma programação voltada à adaptação de obras literárias para diferentes linguagens artísticas.

Entre os destaques estão painéis que discutem como livros têm sido transformados em produções para o cinema, televisão e streaming, fenômeno que ganhou força nos últimos anos. A proposta é reunir autores e profissionais envolvidos nessas adaptações para debater os caminhos da literatura fora das páginas.

No dia 17 de abril, o público poderá acompanhar a mesa “O livro que vira série: a literatura como matriz para o cinema, as séries e o streaming”, com participação dos escritores Raphael Montes e Eliana Alves Cruz. O encontro aborda o processo de transformação de obras literárias em roteiros e narrativas audiovisuais.

Já no dia 18, a programação traz nomes populares entre leitores, como Julia Quinn, cujos livros deram origem à série de sucesso da Netflix, e Paula Pimenta, autora de obras que também ganharam adaptações para o cinema.

No dia 20, o painel “Figurinhas, Copa e mistério com O Gênio do Crime”, que contará com os atores Douglas Silva e
Francisco Galvão, a roteirista Ana Reber e o produtor executivo Tiago Gomes de Mello, reúne elenco e equipe do filme baseado no clássico infantojuvenil de João Carlos Marinho.

A produção tem estreia prevista para maio de 2026 e será debatida a partir dos desafios de levar a obra para as telas.

Literatura além das telas

A programação também amplia o debate para outras áreas artísticas. A proposta é mostrar como a literatura pode dialogar com a música, os jogos, o teatro e as artes visuais.

No dia 19, o painel “O livro como dispositivo de criação de música” reúne os cantores Rico Dalasam e Chico Chico para discutir a influência da escrita na construção musical. No mesmo dia, outro encontro aborda a relação entre literatura e jogos.

Já no dia 20, artistas e pesquisadores discutem a adaptação de obras para o teatro, dança e performances. Encerrando a programação, no dia 21, o foco será nas artes visuais, com debates sobre como textos literários inspiram produções que vão do grafite à arte digital.

Edgar Luz
Jornalista, apaixonado por comunicação e cultura, pós-graduando em Jornalismo Contemporâneo e Digital. Atualmente integra as redações do Bahia.ba e do BNews, escrevendo principalmente sobre entretenimento, mas transitando também por outras editorias. Com passagens pelos portais Salvador Entretenimento e Voz da Cidade, tem experiência em reportagem, assessoria e Social Media.

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