Publicado em 03/04/2026 às 10h25.

Advogado baiano cobra na Justiça R$ 728 mil da CBF, diz colunista; entenda

Jurista foi diretor jurídico da entidade durante a presidência de Ednaldo Rodrigues

Leandro Aragão
Foto: Divulgação/CBF

 

O advogado Gamil Föppel entrou com uma ação de execução na Justiça do Rio de Janeiro cobrando cerca de R$ 728 mil da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). O jurista baiano foi diretor jurídico da entidade durante a presidência de Ednaldo Rodrigues. A informação foi publicada na coluna de Lauro Jardim, do jornal O Globo.

Segundo o processo, o valor cobrado por Gamil é referente a dívidas de parcelas do período de aviso prévio e compensação pela rescisão antecipada de contrato com seu escritório. O montante ainda é acrescido de correção monetária e juros, além de uma multa de 10% prevista no acordo. Na ação, o total exigido foi de R$ 592 mil a ser pago em parcela única no prazo de 10 dias corridos, o que não foi cumprido pela CBF.

A rescisão com o escritório de Gamil foi comunicada no dia 9 de julho de 2025, aplicando a rega do aviso prévio de 30 dias. Segundo Föppel, no acordo havia uma cláusula compensatória em caso de ruptura correspondente a metade dos valores mensais remanescentes até março de 2026, que deveria ser paga em parcela única.
Em caso de não pagamento, o escritório pede que a Justiça expeça ordens de bloqueio e realize pesquisa patrimonial por meios eletrônicos, com a possibilidade de futura penhora.

O advogado também acusa a atual gestão da CBF, cujo atual presidente é Samir Xaud, de perseguição a prestadores de serviços de origem baiana, a mesma de Ednaldo Rodrigues. Na ação, ele diz que o atual mandatário da entidade “desencadeou um movimento de descredenciamento que ignora solenemente critérios de eficiência e meritocracia”. Ele cita que “a esmagadora maioria dos prestadores de serviços detentores do prefixo telefônico 71 (Bahia) foram desligados”, mesmo que não tenha qualquer tipo de vínculo com a presidência.

A CBF diz não comentar ações judiciais em andamento, mas negou “qualquer insinuação de perseguição ou discriminação por razão de origem”. A entidade destacou que “em toda troca de gestão, é natural que haja algum nível de renovação no quadro de colaboradores”, e que ocorreram “desligamentos pontuais” de profissionais de diferentes estados do Brasil e não apenas da Bahia.

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