Publicado em 08/04/2026 às 16h17.

Muniz nega atrito no PSDB e reforça apoio à candidatura do filho

Sobre as eleições de outubro, Muniz afirmou que seguirá a decisão do PSDB em relação aos apoios políticos.

Neison Cerqueira / André Souza
Foto: André Souza / bahia.ba

O presidente da Câmara Municipal de Salvador (CMS), Carlos Muniz (PSDB), negou que tenha tido atrito com o partido. Após sessão da Casa, o edil afirmou nesta quarta-feira (8) que a divergência ocorreu apenas em relação à formação da nominata da sigla, com a qual inicialmente não concordava.

Muniz citou a pré-candidatura do seu primogênito, Carlos Muniz Filho. “Tanto não concordava que foi feito de uma forma em que foi prometida. Aí sim ficamos satisfeitos. Eu não penso apenas na pré-candidatura do meu filho, penso no partido. Quando alguém faz um acordo e promete algo, tem que cumprir”, explicou.

O presidente da CMS afirmou que encara a política dessa forma e disse que prefere expor divergências a agir de maneira que possa ser interpretada como traição. “Se for feito dessa forma, nunca vai existir reclamação. Agora, se for feito diferente, pode ter certeza que eu tenho coragem de reclamar, coisa que muitas pessoas não têm. Prefiro reclamar para ver se realinha, como foi realinhado, do que fazer algo que depois seja chamado de traição”, ressaltou.

Sobre as eleições de outubro, Muniz afirmou que seguirá a decisão do PSDB em relação aos apoios políticos. Ele reforçou, no entanto, que irá se dedicar intensamente à campanha do filho.

“Eu tenho uma candidatura a deputado federal, que é a candidatura do meu filho, e vou entrar de cabeça. Pode ter certeza que será dez vezes mais do que a minha. Se já tenho preocupação com a minha própria candidatura, com a dele será cem vezes maior”, afirmou.

Montagem da chapa

Muniz também comentou a estratégia de montagem da chapa do PSDB para as eleições. Segundo ele, a configuração do partido pode favorecer a eleição de deputados com uma média de votos considerada menor em comparação a outras siglas da base do prefeito Bruno Reis.

“Pela montagem que foi feita, hoje é um partido em que tanto para deputado estadual quanto para deputado federal a votação necessária para se eleger pode ser menor. Pelos cálculos que fazemos, com cerca de 30 mil votos alguém pode se eleger deputado estadual e com 60 a 70 mil votos deputado federal. Nenhum outro partido da base do prefeito Bruno Reis, com essa votação, conseguiria eleger”, declarou Muniz.

Neison Cerqueira
Jornalista, com atuação na área de política e apaixonado por futebol. Foi coordenador de conteúdo do site Radar da Bahia, repórter do portal Primeiro Segundo e colunista em ambos os veículos. Atuou como repórter na Superintendência de Comunicação da Prefeitura Municipal de Lauro de Freitas e, atualmente, cobre política no portal bahia.ba.

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